O Vigário Geral da Diocese de Coimbra, Padre Pedro Lopes Miranda, está a apelar "a quem tiver informações sobre situações concretas" relativas à suspeita da prática de abusos sobre menores que o comunique. O apelo consta de um comunicado onde o próprio Vigário Geral disponibiliza número de telemóvel, endereço electrónico e morada da Diocese de Coimbra. Entretanto, a Polícia Judiciária já tornou público que irá abrir uma investigação para apurar a veracidade das suspeitas do #Crime por parte de um membro do clero. Também o Padre Pedro Lopes Miranda garante que a Diocese de Coimbra "irá proceder à sua investigação, tão breve quanto possível".

Refere o Vigário Geral que, em sintonia com o Papa Francisco, a "segurança dos menores" é uma prioridade para a Igreja. Daí que, após terem surgido informações sobre suspeitas de eventual pedofilia cometidas por um membro da diocese, tenha sido desencadeado um processo de investigação.

Para já, o Padre Pedro Carlos Lopes Miranda pretende ser informado sobre "situações concretas", garantindo que, "se as suspeitas se revelarem fundadas", a Diocese de Coimbra "estará disponível para oferecer aos menores e às suas famílias toda a proximidade". Segundo o Vigário Geral, com as respectivas diligências, a Diocese está a cumprir "todas as normas canónicas" definidas pelo Papa Francisco, para além de "colaborar plenamente com a autoridade civil".

Contudo, o padre reconhece que não foram comunicados quaisquer elementos sobre as suspeitas às autoridades policiais, designadamente a Polícia Judiciária. O Vigário Geral argumenta que a Diocese tem "meios e regras internas para responsabilizar as pessoas", no âmbito do "direito canónico e de instruções" transmitidas, quer pela Santa Sé quer pela Conferência Episcopal Portuguesa.

No entanto, a Polícia Judiciária já informou publicamente, através da agência Lusa, que vai proceder a uma investigação sobre aqueles eventuais casos de pedofilia, justificando que o crime de abuso sexual de menores "é um crime público, que não depende de queixa" para ser investigado. #Religião