Tinha sido uma tarde de feriado em família e nada fazia prever o que viria a seguir. Uma discussão com a mãe, por um motivo fútil, fez com que Paulo da Cruz tivesse ameaçado os progenitores de que iriam ter um “final triste”. Pouco tempo depois surgiu munido com uma caçadeira e disparou contra o pai, a mãe e a avó. Tudo isto na presença de um casal e da sua filha de 8 anos, que entretanto fugiram. O homicida acabou por suicidar-se. Antes, escreveu uma mensagem no Facebook.

“Não aguentei mais… peço desculpa aos demais… senti-me envergonhado e sem apoio”, escreveu Paulo da Cruz na sua página do Facebook, já depois de ter disparado sobre a família. Na mesma mensagem, pediu para que ajudem a sua “pseudo filha”, para além de ter agradecido à OGBL – uma das maiores centrais sindicais do Luxemburgo – pelo que lhe fizeram. “Corruptos de primeira ordem”, escreveu.

Paulo da Cruz vivia desde há pouco tempo na companhia do pai, Antero Gomes Margato, de 70 anos, da mãe, Marília Cruz, de 64, e da avó de 91. Era funcionário de transportes públicos no Luxemburgo e, por razões desconhecidas, teria deixado o emprego e regressado a Faíscas. Algumas testemunhas referem que estaria a viver um quadro de depressão. O dia de Corpo de Deus tinha sido passado em família, à qual se juntou um casal de primos de Paulo, na companhia da sua filha de 8 anos. Cerca das 20:30 horas, uma discussão teria deixado o homem fora de si. Agrediu o pai na presença de todos e refugiou-se no quarto.

Com todos fora da habitação, Paulo da Cruz surgiu munido de uma arma caçadeira e, de imediato, disparou contra o pai. Foi nesse momento que os primos fugiram em pânico. A vizinhança ouviu mais uma meia dúzia de tiros e alertou as autoridades. Terá sido nesse momento que o homicida escreveu a sua mensagem, em jeito de despedida, no seu perfil na rede social. Quando os militares da GNR chegaram ao local criaram um perímetro de segurança e, já na presença de elementos do corpo de intervenção, montaram uma operação policial, à qual se juntou uma equipa táctica proveniente de Lisboa.

Apesar da insistência, os militares não conseguiram localizar o agressor, muito menos que respondesse às tentativas de contacto efectuadas. Às cinco horas da madrugada, após o corte da electricidade à habitação e na iluminação pública, as forças de segurança conseguiram entrar na habitação, confirmando que o corpo do homicida estava numa das divisões da casa, onde se suicidou com um tiro de caçadeira. Cerca de uma hora depois chegou ao local uma equipa de inspectores da #Polícia Judiciária, que procederam à recolha de vestígios que confirmem as verdadeiras circunstâncias em que terá ocorrido aquele triplo homicídio, seguido de suicídio. #Crime #Tragédia