As curtas de animação da Walt Disney Company sempre deram que falar. Mas de há algum tempo para cá, a empresa do rato mais famoso do mundo decidiu apostar em histórias que tocam o coração. E a verdade é que o tem conseguido, em apenas meia dúzia de minutos, quase como se fosse magia. O público fica preso ao ecrã e encantado com as personagens, esquecendo até que foi ao #Cinema para ver um filme que só vai surgir momentos mais tarde. Em 2013, Paperman antecede Wreck-it Ralph (Força Ralph, em português) e consegue algo que o filme não alcança: um Oscar - o de Melhor Curta de Animação. Paperman levou-nos a acreditar que se calhar ainda se podem cometer loucuras por amor, que talvez o romantismo não seja uma causa perdida. Por que não arriscar? Há coisas que valem a pena.

No ano seguinte chega-nos Blue Umbrella, a fazer a primeira parte de Frozen (O reino do gelo). Desta vez, não há Oscar. Mas há mais uma história de persistência - e de paciência - na luta pelo amor. Neste natal, a Disney traz-nos - mais do que uma história de amor - uma história de amizade e de sacrifício. A curta Festim antecede o Big Hero 6 - Os novos heróis e é impossível não nos perdermos nela.

Começamos com um cachorrinho abandonado na rua. Certa noite, um homem alicia-o com uma batata frita. E dá-lhe uma casa. Daqui para a frente, temos uma sequência que nos mostra a relação de Winston (o nome do cachorro que aprendemos graças à sua tigela) com a comida. É paixão pura. E vá, vemos também a amizade que vai construindo com aquele que é agora o seu dono. Mas, sobretudo, a comida.

A dada altura, uma mulher começa a fazer parte do cenário. E se dantes as refeições de Winston eram todos os dias uma surpresa - pizza, lasanha, bolonhesa, entre tantas outras coisas - agora a sua tigela está sempre cheia com a aborrecida e banal ração. O cachorro depressa percebe as desvantagens da namorada do seu dono ser vegetariana. Mas a porta de casa bate com força e deixa de haver na casa uma presença feminina. Winston volta a ter direito a todas as delícias de que sentia falta. E o seu dono afunda-se cada vez mais na cadeira, no sofá, na cama.

É aqui que entra a parte do sacrifício. Da amizade verdadeira. Não interessa desvendar muito mais da história, o seu fim é previsível. Afinal de contas, esta é uma curta da Disney e o final feliz não pode faltar. Mas cai-nos bem. É Natal. #Filmes