No hiato da mais recente e aclamada série da ABC, "How To Get Away With Murder" ("Como Defender um Assassino", na #Televisão portuguesa), aqui se fala da trama que já arrasta uma legião de fãs a aguardar por 2015. Na série, Annalise Keating, cuja vida se deve à interpretação de uma Viola Davis algo diferente do que vimos até agora, é uma advogada de defesa de sucesso e professora universitária temida pelos alunos, mas admirada em igual medida. O sonho de cada estudante de Direito que tencione dedicar-se ao direito criminal deve localizar-se no espectro de ambicionar ser Annalise Keating. A cada nova turma, esta conceituada professora e advogada escolhe um grupo de alunos para integrar a sua equipa de trabalho de advocacia de defesa.

Ao longo dos nove episódios até agora emitidos pela ABC, que em Portugal podem ser vistos no canal AXN desde o dia 27 de Novembro, com o título "Como Defender Um Assassino", o enredo adensa-se desde um primeiro episódio algo insosso até ao que é o último episódio de 2014, com um tempero das malhas que tecem um homicídio, seja este planeado ou não. Não esquecendo, claro, as idiossincrasias de cada caso e de que, quando bem vistas as coisas, vale tudo para se saber "Como Defender um Assassino". A série é apresentada num back and forth constante, em que cada episódio nos ajuda a compreender como cada personagem é levada a tomar certas atitudes e comportamentos perante o desenrolar de acontecimentos adjacentes à investigação do homicídio de uma estudante da universidade onde Annalise e o seu marido leccionam.

No entanto, e apesar do indicado pelo título, os casos de defesa de Annalise e da sua equipa não se resumem apenas a homicídios. A certa altura temos no nosso pequeno ecrã a defesa de um alegado caso de insider trading. Na conjuntura actual, não nos é, portanto, inóspito imaginar um possível Ricardo Salgado ou José Sócrates serem defendidos até à exaustão através da manipulação de realidades que possuem em si a possibilidade de transformar um possível criminoso - ou criminoso comprovado - no objecto do nosso afecto. Ou pelo menos da nossa compaixão.

O que a escrita de "Como Defender Um Assassino" consegue tão eficazmente é colocar um público que vive num estado de pronto-a-julgar, numa tensão interna que faz o maior santo desejar que o réu escape impune graças aos serviços de Annalise. De forma justa ou não, é alvo de debate. #Entretenimento #Séries