O início de um novo ano reveste-se sempre de expectativas relativamente às novidades musicais. 2015 não é excepção e reserva-nos muitas surpresas. Entre perfeitos desconhecidos e alguns regressos de nomes consagrados, há muito para descobrir neste novo ano. Aqui ficam dez apostas.


Lapsley deu nas vistas em 2014, com apenas 17 anos, com o tema Station, tendo logo sido apelidada como o novo James Blake, no feminino. As expectativas foram colocadas bem no alto e não desiludiu, com as belíssimas Painter e Falling short. A jovem britânica não é uma promessa, é já uma certeza e a grande aposta para 2015. A XL Recordings não perdeu tempo e a 5 de Janeiro foi lançado o novo EP, Understudy.


Tourist ou William Phillips, londrino, surgiu no panorama musical em 2012, quando lançou o seu primeiro EP. Artista electrónico, segue na linha de James Blake ou Jamie XX. O novo EP Patterns confirmou tudo o que se esperava de Tourist, pelo que em 2015 é um dos artistas a escutar com atenção.


Ben Khan, também londrino, não sendo uma novidade pois Eden, Youth, Savage ou Drive abalaram 2014, é autor de alguns dos temas mais sensuais da actualidade electrónica. O seu neo soul misturado com R&B resulta em algo único e incomparável. A banda sonora perfeita para este ano.


Quando o canadiano Alex Fleming lançou em 2013 dois EPs sob o nome de Black Atlass o mundo pasmou. Como podia um miúdo de 18 anos fazer #Música tão envolvente? A viver em Londres, desde logo houve quem visse no seu trabalho influências marcantes de nomes como James Blake, mas a verdade é que Black Atlass construiu um estilo muito próprio. Paris é obrigatório e a novíssima Jewels uma perdição!


Nada há a acrescentar a James Blake, influenciador de todos os nomes acima citados. Aguarda-se com enorme expectativa o novo trabalho. Radio Silence deverá sair em Abril e contará com a participação de Kanye West e Justin Vernon.


Sendo um dos músicos mais importantes da última década, qualquer movimento de Jamie XX assume uma importância desmedida. O novo álbum previsto para 2015 será, certamente, um dos pontos altos a nível musical do ano. Espera-se também o terceiro trabalho dos The XX, o que marcará ainda mais a influência de Jamie neste ano.


Os Archive estão de volta, aos 20 anos de carreira. São uma das bandas mais importantes da cena trip rock, com um historial de álbuns memoráveis. Janeiro marcou o regresso dos londrinos aos discos, com o fantástico Restriction, e o retorno do vocalista Dave Pen, para muitos a verdadeira alma da banda. Os Archive são indispensáveis para 2015 e talvez o grande acontecimento do ano, a nível musical. Imperdível!


O regresso dos Beach House aos discos tinha, obrigatoriamente, de ser um destaque musical para 2015. Considerados um dos maiores nomes da cena dream pop, lançaram desde 2004 quatro trabalhos. O último, Bloom, de 2012, trazia pérolas musicais como Myth ou Lazuli e foi considerado um dos melhores álbuns do ano. O seu sucessor, ainda sem título, mas prometido para este ano, certamente irá levar-nos, novamente, a ambientes apenas conhecidos por Victoria Legrand.


Kaneholler é um duo de NY formado por Chelsea Tyler e Jon Foster. Navegam por um estilo electrónico com toques de jazz e blues. Muitas vezes comparados aos Portishead, lançaram em 2014 três EP's, simplesmente chamados Volume 1, 2 e 3, de escuta obrigatória para o novo ano.


O britânico James Bay merece destaque pela consistência do seu trabalho, ainda pouco conhecido. Em cerca de 1 ano, editou três EP's, com temas folk rock, a lembrar Jeff Buckley. Em 2015 sai o álbum de estreia Chaos and the Calm, certamente a confirmação do seu talento.