Estamos em 2015, o ano de alta tecnologia retratado no filme Regresso ao Futuro 2. Chegou a hora de compararmos a ficção do filme de 1989 com a realidade. A moda pode não ter pegado - a maioria das pessoas não anda por aí com roupas prateadas nem casacos cobertos com post-its - mas muitas das previsões batem certo. Com algumas excepções, é certo. Mas também é verdade que Doc, Marty e Jennifer chegaram a 2015 no dia 21 de Outubro, pelo que ainda temos alguns meses para inventar os hoverboards ou as roupas que secam automaticamente.

Comecemos por um dos aspectos em que a película de Robert Zemeckis acertou em cheio: os filmes em três dimensões.

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Na obra protagonizada por Michael J. Fox, Christopher Lloyd e Lea Thompson, a fita em 3D era o Tubarão 19. O filme acertou tanto na concretização desta tecnologia, como no facto de o cinema nos ter brindado com inúmeras (demasiadas?) sequelas nos últimos anos.

Seguem-se as videochamadas. É verdade que no filme elas eram feitas num ecrã muito maior, mas de resto a previsão estava absolutamente certa. De facto, já estão presentes nas nossas vidas há tanto tempo que nem parecem tecnologia de ponta.

Os "wearables", ou tecnologia vestível, são outro dos elementos que naquela altura pareciam ficção científica e que são hoje uma realidade. Não nos sentamos à mesa a falar uns com os outros usando óculos como os que vimos no filme, mas a tecnologia existe e o Google Glass é a prova mais clara disso.

Passemos agora a dois objectos míticos do Regresso ao Futuro 2 que ainda não existem nos dias de hoje: o hoverboard e os carros voadores.

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Em relação ao primeiro, até é possível que no dia 21 de Outubro já sejam uma realidade, uma vez já há aparelhos (ainda que experimentais) que se assemelham bastante àquilo que vimos em 1989. Já os carros voadores tornaram-se numa espécie de anedota. Já houve alguns exemplos, mas continuam a ser muito caros e raros, e é expectável que assim continuem por muitos anos. Aliás, não é de prever que algum dia venham a ser comuns.

Os atacadores automáticos são outra tecnologia ainda por inventar. A Nike já deu indícios de que uma versão das botas utilizadas por Marty poderá ser lançada em 2015, mas só deverá ser usada por aqueles que acreditam que vivem no filme. Da mesma forma, as roupas que se secam automaticamente não deverão surgir num futuro próximo.

Por último, um aspecto em que a ficção ficou bem aquém da realidade. No filme, as pessoas de 2015 comunicavam através de fax. Hoje, essa tecnologia está completamente obsoleta. Já não necessitamos de imprimir quase nada e comunicamos através de tablets e smartphones. Esta será, provavelmente, a maior falha do filme. #Filmes #Cinema