Situada em Condeixa-a-Velha (Distrito de Coimbra), Conímbriga, vencedora em 2014 do prémio "Travellers' Choice Attractions Award", foi integrada como monumento nacional português em 1910. A sua candidatura a Património Mundial da Unesco é o próximo passo. É o local romano mais conhecido (e investigado) em Portugal. As ruínas desta antiga cidade, são conhecidas desde o século XVI. De acordo com vários historiadores, os primeiros moradores neste espaço remontam à época do Neolítico, presença que deverá ter sido reforçada já no Calcolítico e depois no Período do Bronze. Os vestígios da era do Ferro, e artefactos ali descobertos em 1913, ajudam a sustentar esta tese.

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Os Celtas residiram garantidamente aqui. E daqui saíram, com a chegada dos Romanos, o povo mais conhecido e relevante a habitar neste espaço. Fizeram de Conímbriga uma rica e relevante cidade. Este povo ocupou aquele território em 138 a.c, durante as invasões de Décimo Galaico. A situação Geográfica de Conímbriga facilitava a vida aos Romanos, pois esta encontrava-se na via que efetuava a ligação entre Olisipo (Lisboa) e Bracara Augusta (Braga).

Em 464 e 468, os Suevos atacaram a cidade, destruindo uma parte da muralha na última ofensiva. Porém, aquele povo de origem germânica acabou por ser derrotado pelos Visigodos. Estes guerras originaram a perda do estatuto da cidade de sede episcopal para Emínio (que conhecemos hoje em dia como Coimbra), que disponibilizava mais segurança.


As escavações arqueológicas em Conimbriga começaram em 1899 graças a um subsídio concedido pela esposa do rei D. Carlos, a rainha D. Amélia. A partir de 1930, a arqueologia em Conímbriga passa a ser mais rigorosa, muito se devendo ao trabalho de Virgílio Correia. Este investigador, entre 1930 e 1944, através de escavações, conseguiu trazer à superfície várias ruínas do tempo Romano. As investigações arqueológicas intensificaram-se a partir de 1955. Com o intuito de albergar vários objetos descobertos, criou-se em 1962 o Museu Monográfico de Conímbriga.

As Ruínas de Conímbriga e o Museu permitem viajar no tempo, visitando assim a cidade de um dos mais fortes impérios que o mundo já vez conheceu. Quem visita este espaço dificilmente fica indiferente às coleções, às termas, às muralhas de proteção da cidade, ao anfiteatro, ao fórum, ao aqueduto, às estâncias de águas termais e às casas. Destaca-se a impressionante "Casa dos Repuxos",  constituída por jardins e mosaicos conservados, que apresentam alegorias da vida real. #História

O trabalho em torno de Conímbriga, está muito longe de ser concluído. Existe muito mais por descobrir. O terreno escavado até hoje, é apenas 17% do total!