Os Devils Paradise são uma nova banda brasileira de hard rock que está decidida a conquistar o mundo. O EP "Sold Out In Hell" funciona como uma lufada de ar fresco tanto no cenário brasileiro da #Música de peso como no internacional. Tivemos uma rápida mas agradável conversa com Dizzy, o vocalista, para que nos falasse mais um pouco sobre eles:


Como é que os Devils Paradise surgiram?
Dizzy - Foram criados por mim, após a minha banda antiga ter dado um tempo. Nós cantávamos em português e era uma coisa mais punk rock. Rodei 6 anos tocando pelo Brasil com essa banda e não demorou muito para eu sentir falta de tocar novamente. Com o tempo, fui escrevendo algumas coisas e pensando qual o caminho a seguir. Chamei alguns amigos de outras bandas e começámos a escrever e cá estamos.


Ao ouvir o EP, nota-se que o bom hard rock da década de oitenta é uma grande inspiração. Quais as vossas influências, concretamente?
D. - Confesso que quando comecei a escrever as músicas para os Devils Paradise estava um pouco confuso sobre o rumo a seguir. E por isso fui testando. Quando comecei a escrever, o som era mais próximo dos Oasis, Foo fighters, depois foi ficando mais pesado com nomes como Metallica e Pantera a serem adicionados à equação. No final acabou por ficar entre Guns N' Roses, Pearl Jam e Pantera. É esta a mistura.


Que bandas de agora vos dizem algo? E bandas brasileiras, quais vos inspiram para fazer mais e melhor?
D. - Brasileiras, de longe, Sepultura e Angra. Foram as duas maiores bandas de rock pesado que romperam as barreiras do Brasil. Definitivamente, queremos ser como eles. O Edu Falaschi, ex-vocalista dos Angra, é meu amigo e convidei pra produzir o EP comigo devido à admiração que tenho pelo seu trabalho. Lá fora, gosto de bandas como Slipknot e Alter Bridge. Não tem jeito, é sempre um pé no metal e outro no hard rock. (risos)


Quais são os vossos planos?
D. - Este ano, devemos lançar o álbum, com 12 músicas (6 do EP e 6 inéditas), 1 dvd ao vivo e mais clips. No fim de contas, é como se o EP fosse o 1° capítulo do álbum. Nós pretendemos gravar uma cover para o álbum, fazer uma versão só nossa, mas ainda é segredo.


Isso leva-nos à forma pouco vulgar com que promoveram o EP, com 3 clips em 6 músicas e com a sua disponibilização grátis. Como isto se encaixa na vossa estratégia?
D. - Estamos na era do streaming. A época que as pessoas compravam discos já passou. A era onde as pessoas faziam download no Napster também passou. E a principal plataforma usada para ouvir música é o Youtube, que é uma plataforma de vídeo. Ou seja, não adianta gravar um álbum hoje em dia. As pessoas, mais do que nunca, precisam de ver algo. Precisam ver a cara do artista, ver alguma imagem relacionada à música que estão ouvindo. Por isso resolvemos gravar vídeo para praticamente todas as nossas músicas. Estamos em 2015. Quer lançar uma música? Então lance um vídeo.(risos)


Que planos têm mais? A internacionalização é um objectivo?
D. - O foco da banda é atingir pessoas de todo o mundo. Por isso mesmo cantamos em inglês, para não haver barreiras. Eu já rodei bastante no Brasil, tendo músicas da minha banda antiga na MTV e essa coisa toda mas precisava tentar algo que ainda não tinha feito quando formei os Devils Paradise. Essa barreira que acontece com artistas do Brasil é algo que quero quebrar. Quero conhecer outras culturas e tocar ao redor do mundo. Inclusive, o país onde temos mais acessos é na Indonésia, seguido de Brasil e depois Roménia.


Então podemos concluir que os concertos são um parte muito importante, certo?
D. - Claro, os concertos são um momento de diversão e de extravagância. É a hora de arregaçar as mangas e mostrar do que se é feito. Para mim, sempre encarei como uma festa, uma hipótese de conhecer outras pessoas e conhecer pessoalmente os fãs e amigos, outros músicos, companheiros de estrada.


O que preferem mais, os palcos ou o estúdio?
D. - Os palcos, definitivamente. No estúdio só há homens, e todos os homens começam a cheirar mal depois de 14 horas a gravar sem parar. (risos) No palco tem toda a energia do público, da banda, bebidas, garotas. Enfim, tudo o que o estúdio não tem. (risos)


Conseguem viver apenas da música? Em caso negativo, é fácil conciliar os vossos trabalhos e a banda?
D. - No meu caso particular, vivo de música há 7 anos, desde a minha anterior banda. Fazíamos shows todos os fins-de-semana. O baterista também vive de música. O resto da banda na questão de estrada são novatos, têm 21 anos cada um. Mas todos nós, além de sermos músicos, somos produtores. Eu sou produtor musical e realizador cinematográfico. Já realizei clips para os Angra e vários outros artistas conhecidos pelo Brasil.


Palavras finais?
D. - Um abraço para todos em Portugal. Vão ao nosso site, tem todas as músicas disponíveis para download de graça. Dá pra ouvir no Spotify, no Youtube e façam like na nossa página do Facebook para ficar por dentro das novidades.
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