Sensivelmente a meio da década de noventa, aquando dos seus vinte anos, Erlend Oye viaja pela primeira vez da Noruega para Londres. Era o início de uma viagem sem destino, que se estenderia ao longo dos anos por toda a Europa. Três anos passariam rápido. O músico, compositor, produtor e cantor norueguês, regressa ao seu país natal e forma os Kings Of Convenience, um duo de indie folk que com "Quiet is the New Loud" lançado em 2001, se apresentou de uma forma muito particular ao panorama musical. Reconhecido por melodias folk espirituosas, acompanhadas de um violão desigual e amenas vozes, o grupo lançaria no futuro mais dois álbuns e mantém-se em actividade até aos dias de hoje.

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Em 2003, assinala o seu primeiro trabalho a solo "Unrest", que é gravado em dez diferentes cidades europeias, com dez diferentes artistas electrónicos. Pelo meio, escolhe Berlim como sua nova casa e apaixona-se pela #Música electrónica. É lá que adquire novo conhecimento musical e cria os The Whitest Boy Alive. O indie dançante e as batidas encaixam de forma soberba na harmoniosa voz de Oye e o grupo faz sucesso por todo o mundo. Dois discos fantásticos são lançados. A Noruega já tinha ficado para trás e o miúdo que outrora era fã da banda inglesa The Smiths e cresceu a ouvir Leonard Cohen, ganha pela primeira vez notoriedade mundial.

Segue-se Itália, onde compra nova vivenda e vive desde 2012 na Sicília. Mas seria em Reykjavik, capital da Islândia, que lança o seu segundo álbum a solo e projecto mais recente.

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"Legao" saiu em Outubro do ano passado e chega como uma intersecção de diferentes ritmos que espelham da melhor forma a sua versatilidade. Nele, podemos encontrar uma variedade enorme de estilos musicais. Nele, descobrimos tradições de música italiana, brasileira e muito reggae proveniente da banda islandesa Hjálmar, com quem o disco foi gravado. Nele, encontramos liberdade emocional e um conforto plausível para os ouvidos. A primeira música do álbum, "Fence me In", chama automaticamente pelo público e cria ambiente onde ele não existe. Um disco muito versátil, que tanto pode ser ouvido num dia colorido enquanto viajamos de Norte a Sul do país, como num dia de chuva copiosa, em plena atmosfera solitária.

Erlend Oye esteve no Vodafone Mexefest 2013 e no ano passado passou pelo Super Bock Super Rock. Com as composições de cartazes de verão em andamento, espera-se que o génio nórdico regresse este ano a Portugal para apresentação do novo álbum. #Curiosidades