As ruínas de uma Basílica com 1600 anos foram descobertas em Fevereiro de 2014 no lago Iznik (Turquia), durante uma sessão fotográfica aérea. Estas foram consideradas pelo Instituto Arqueológico Americano como uma das melhores descobertas realizadas em 2014. A Basílica Bizantina, que tem traços arquitectónicos referentes aos primeiros tempos de domínio Cristão, foi encontrada submersa, a 20 metros da costa, com uma profundidade a rondar os 2 metros. O chefe do departamento arqueológico da universidade de Uludag, o professor Mustafa Sahin, disse após a descoberta da Basílica Bizantina que esta foi encontrada durante uma sessão fotográfica aérea, promovida com o objectivo de documentar fotograficamente o espólio cultural e histórico presente na zona.

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Os encontros com especialistas em Império Romano do oriente eram frequentes e juntos examinavam os recursos disponíveis na área.

Sahin afirmou que encontrou cravado nas ruínas da Basílica o nome "St. Neophytos", acrescentando que o dito santo estava entre os devotos cristãos que foram martirizados aquando da governação dos imperadores Diocleciano e Galério (III e IV séculos d.C), resultado das perseguições comuns de que os Cristãos eram alvos. De acordo com as fontes históricas, ele era um santo que foi morto por soldados romanos em 303, 10 anos antes do Édito de Milão que "libertou" a Cristandade.

A apenas 100 km de Istambul (Constantinopla, capital do Império Bizantino), a antiga cidade de Nicaea, nas margens do Lago turco Iznik, não é remota ou desconhecida.

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Portanto, para o arqueólogo Mustafa Sahin foi um choque, quando num rotineiro voo de prospecção do lago, encontraram o que mais tarde seria revelado como as ruínas da Basílica do século V. "Não acreditei nos meus olhos, quando olhei para debaixo do helicóptero" disse Sahin. "Pensei para mim: Como ainda ninguém tinha reparado nestas ruínas?" O professor afirma que a igreja foi construída no sítio onde o santo foi morto, erguida com o nome do mesmo. A data da construção da igreja não é precisa, mas pensa-se que terá sido construída depois do ano 313. O sítio está agora destinado a tornar-se um museu arqueológico subaquático, reportou o site da Archaeology, uma publicação do Instituto Arqueológico da América.

Entre as 10 descobertas mais importantes de 2014 estão os 17 monumentos e os milhares ainda indecifráveis vestígios arqueológicos encontrados na área de Stonehenge, em Inglaterra; uma colecção gigante com 22.000 moedas romanas descobertas em Devon, em Inglaterra; o grande túmulo de Amphipolis, na Grécia; uma estrutura em madeira encontrada durante uma escavação num santuário Nepalês, que se acredita ser o mais antigo santuário budista de que há registo; material genético de Neandertal descoberto por cientistas em Jerusalém; a descoberta de um de dois navios pertencentes à expedição Franklin perdida em 1846, nas geladas águas do Árctico, no Canadá; a análise de mantos funerários que estavam guardados no museu britânico de Bolton desde 1930 e que permitiram chegar à conclusão de que os Egípcios começaram a mumificar os seus mortos pelo menos desde o ano 4300 a.C (V milénio antes de Cristo, há mais de 6300 anos atrás) - 1500 anos antes do que anteriormente se pensava; uma fortaleza viking em Koge, na Dinamarca; os restos humanos de um caçador, datados de 9000 anos BP (antes do presente), perto da fronteira de Washington-Oregon, conhecido como o Homem Kennewick.

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