O público do Paradise Garage já estava mais que quente e pronto para os vikings suecos Amon Amarth depois das actuações explosivas de Savage Messiah e de Huntress. Caso existissem dúvidas disso, bastou ouvir o ruído que a plateia fez quando Jill Janus dos Huntress falou nos Amon Amarth. Com direito a duas intros (ouvindo-se como primeira a "Run To The Hills", dos Iron Maiden, que foi cantada de forma impressionante do início ao fim, chegando a arrepiar no refrão), os suecos entram em palco com uma das melhores faixas do último álbum ("Deceiver Of The Gods", lançado há já dois anos pela editora norte-americana Metal Blade) "Father Wolf", para delírio do público presente, que entoou a melodia das guitarras do seu riff principal, dando um belo efeito sonoro que ficaria muito bem registado em DVD e/ou CD. 


A energia do público estava a ser bem recebida, principalmente pelo vocalista que se notava visivelmente satisfeito. A fórmula da banda a nível musical não traz grandes surpresas, mas é o típico caso que quando se faz as coisas com gosto e qualidade, a recompensa acaba por vir naturalmente. E foi o que aconteceu precisamente no concerto esgotado do Paradise Garage, onde seria impossível sentir frio, dada a energia com que as músicas batiam no público, havendo espaço para bastantes circle pits e até uma espécie de wall of death - tendo em consideração o tamanho da sala lisboeta e a forma como estava apinhada, até que não se saíram mal. 


A percorrer praticamente toda a carreira dos suecos (apenas "The Crusher" não teve nenhuma faixa escolhida), foi um set conciso e sem grandes falhas - tirando apenas algumas escolhas que não foram tão efectivas (tal como a "Free Will Sacrifice", "As Loke Falls" e "The Last Stand Of Frej" ) e o facto dos sons graves praticamente terem desaparecido durante grande parte da "Death In Fire", deixando-se de ouvir o pedal da bateria e o baixo. Este foi um concerto que valeu bem o dinheiro do bilhete e deixou de certeza uma óptima impressão (mais uma) do público nacional perante a banda. A provar isso, o facto do vocalista Johan Hegg ter sido o último a sair do palco, sempre com a bandeira de Portugal nas mãos e agradecendo à plateia pela grande noite. A gratidão demonstrou-se claramente ser mútua.
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