São declarações polémicas de um dos pesos pesados da história da #Música rock. Na opinião de Neil Young, o ressurgimento que se tem verificado no mercado do vinil não passa da "afirmação de uma moda" de que as editoras discográficas estão a tomar partido. Na mesma entrevista, dedicada à divulgação do novo PonoPlayer, o canadiano considerou que a qualidade dos novos lançamentos em vinil é a mesma que a dos CDs. Por isso mesmo, o músico garante não ver motivos para as pessoas investirem no antigo formato.

Foi numa entrevista recente à rádio californiana KPCC que Neil Young apontou baterias aos novos lançamentos que têm surgido no formato também conhecido como LP.

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"Muitas pessoas que compram vinil hoje em dia não se apercebem de que estão a ouvir os masters dos CDs", refere. O músico acusa, por isso, as editoras discográficas de se aproveitarem da popularidade do antigo formato para venderem discos que não possuem a qualidade sonora tipicamente associada aos LPs. Por outras palavras, o artista considera que os novos lançamentos em vinil não passam de meras reproduções dos formatos digitais.

Neil Young referiu ainda que as editoras de hoje investem apenas na gravação - ou masterização - das músicas em modo digital, ao passo que a essência dos antigos discos passava pela captação e tratamento analógicos do som. Apesar disso, o canadiano saudou o ressurgimento do formato que perdeu popularidade no final da década de 1980, reconhecendo que se gerou um "grande nicho" à sua volta, e manifestou a esperança de que as pessoas "continuem a desfrutar do vinil" que, na sua essência, descreveu como "uma coisa óptima".

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Na rubrica que serviu de apresentação ao PonoPlayer - um novo dispositivo, desenvolvido pelo próprio Neil Young, que promete reproduzir música com a melhor qualidade de som possível no formato digital - o músico canadiano concluiu que, apesar de vivermos numa sociedade de consumo, "o vinil não é uma coisa descartável". De acordo com o NME, o consumo de álbuns no formato LP no Reino Unido tem subido nos últimos anos, com 2014 a ultrapassar a fasquia de um milhão de vinis vendidos. A última vez que este número se verificou foi, ainda segundo a publicação britânica, no ano de 1997. Mas também nos Estados Unidos este é um mercado que tem recuperado expressividade.