Depois do concerto explosivo que os britânicos Savage Messiah proporcionaram, seria a vez de subirem ao palco os californianos Huntress, liderados pela frontwoman Jill Janus. Eles que já visitaram o nosso país há uns anos atrás, a abrir para os Dragonforce, num concerto que deixou boas recordações entre os fãs das sonoridades mais tradicionais. É fácil apontar o dedo aos Huntress como sendo apenas uma banda com o truque de ter uma cara bonita a atrair a atenção do público masculino, assim como a qualquer outra banda cuja vocalista do sexo feminino seja sensual e faça uso dessa mesma sensualidade a seu favor. Embora existam realmente bandas nestes moldes, em que a qualidade musical realmente deixa a desejar, os Huntress não são mesmo um desses casos. No dia de 10 de Fevereiro, um Paradise Garage completamente cheio teve a prova cabal disso mesmo.

A banda entrou em palco com um "Senicide" demolidor e desde os primeiros instantes foram recebidos de braços abertos pelo público e a banda sentiu isso - é sempre bom ver norte-americanos a dizer obrigado, na nossa língua, muitas vezes. A malha que se lhe seguiu, a "Destroy Your Time", comprovou essa mesma a rendição completa por parte da assistência, caso existissem dúvidas. Tendo em conta que se trata de heavy metal tradicional com alguns laivos vitaminados de thrash metal. A presença em palco de Jill é impressionante e a sua prestação ao nível de voz foi irrepreensível. Aliás como a de qualquer restante membro da banda, principalmente a dupla de guitarristas (dupla essa que deu espectáculo no duelo de guitarras na "Starbound Beast").

O público português teve um cheirinho de temas novos tais como "Harsh Times On Planet Stoked" (que conseguiu recolher uma grande reacção do público) e "Flesh" (#Música que Jill dedicou a todas as raparigas da assistência, que eram em número bastante considerável). Não faltaram os temas já inevitáveis como "Spell Eater" (que promoveu bastante animação entre o público, um circle pit de dimensões razoáveis, tendo em consideração de que continuamos a falar de heavy metal tradicional), "Zenith", "I Want To Fuck You To Death" (que foi escrita em parceria com Lemmy Kilmister dos Motörhead, um nome que quando foi citado causou logo sensação) e a fechar a "Eight Of Swords", um dos seus temas mais emblemáticos.

No final, a banda ficou extremamente satisfeita, com Jill a fazer questão de cumprimentar grande parte do público que estava à frente do palco (algo que até nem é recomendado e nem sempre corre bem mas a confiança que a vocalista demonstrou não foi infundada, tendo havido um enorme respeito pela assistência). O público, esse ficou ao rubro, pronto para receber os senhores da noite, Amon Amarth. #Entretenimento