A Spinefarm Records anunciou, recentemente, que assinou contrato com a banda de punk rock Anti-Flag, conhecida pelo seu activismo e por ser uma voz constante na luta pela defesa, pela paz e pelos direitos humanos, através do seu trabalho incansável de apoio a organizações como a Amnistia Internacional, a ACLU, Greenpeace, a Peta, entre muitas outras. A banda, que nunca se conteve na hora de fazer declarações polémicas e políticas envoltas em #Música furiosa e de revolta, vai lançar um novo álbum - "American Spring" - em Maio. Será o primeiro para a editora finlandesa e o décimo da banda norte-americana, cujo anterior trabalho, "The General Strike", data já de 2012.

Este trabalho foi produzido por Kenny Carkeet (dos Awolnation), Jim Kaufman (conhecido produtor que já trabalhou com bandas como Funeral For A Friend, Skindred e Helmet) e pelos próprios Anti-Flag, contando ainda com participações especiais por parte de Tim Armstrong, dos Rancid, na música "Brandenburg Gate" e Tom Morello, dos Rage Against The Machine, na "Without End". Quanto à actividade em cima dos palcos, e apesar de 2014 ter visto a banda em muitos festivais consagrados, 2015 será um ano bastante preenchido para a banda.

Se for tido em consideração o estado actual do mundo, 2015 será uma altura perfeita para um novo trabalho dos Anti-Flag, já que se trata de um trabalho que incita à manifestação, cheio de hinos que vão envolver todos aqueles que gostam do género, e que representam a visão única do mundo por parte da banda. Além disso, poderá ser uma forma para incitar os mais informados a passar à acção e ao activismo que a própria banda pratica.

A banda lançou uma declaração a propósito do novo trabalho, onde afirmou que estão entusiasmados ao anunciar que o seu décimo álbum vai ser lançado pela Spinefarm Records na Primavera. Referiram ainda que não existe, infelizmente, falta de assunto para um trabalho que foca no comentário do clima social e político de 2015, começando nas inúmeras guerras, passando por aquilo que a banda chama de o novo Jim Crow (a lei Jim Crow ficou conhecida nos E.U.A. pela segregação racial) e a injustiça americana, a corporocracia (em vez de democracia), golpe de estado ao meio ambiente, o estado que vigia os seus cidadãos, perda, luto e ansiedade. Esperam que estas músicas possam servir de abrigo e amparo numa época de aparente desesperança.

Terminam dizendo que é frustrante ver como muito do punk rock, e música em geral, ficam impávidas e serenas face a muitas das tragédias que estão a acontecer por todo o mundo e é por esse motivo que o próximo trabalho não vai ser calmo. Para quem está desiludido com o status quo, estas músicas são para essas mesmas pessoas.