O DJ Marfox, que há dez anos anda a criar músicas e a promovê-las, não só em Portugal, mas também no estrangeiro, vai lançar no dia 16 de Março, segunda-feira, o álbum Revolução, que recupera os seus primeiros trabalhos, quando tinha apenas 17 anos de idade. Hoje com 26 anos, o português Marlon Silva, de ascendência são-tomense e conhecido como DJ Marfox, optou pela palavra Revolução para titular o seu primeiro trabalho discográfico, considerando a forma como as pessoas se apropriaram do kuduro, que era uma #Música marginalizada e não percebida.

O produtor afirma que ainda há muito por fazer, mas confessa que os portugueses hoje já vêem a música afro-portuguesa de forma diferente.

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Marlon iniciou-se na música aos 17 anos, quando estudava em Sacavém, uma zona pobre nos subúrbios de Lisboa. O seu maior desejo era ser conhecido na escola. Os seus trabalhos eram ouvidos em tudo que era bairro nas duas margens do rio Tejo, mas não entravam na grande cidade.

No entanto, cerca de dez anos depois, o DJ Marfox reconhece que tudo mudou. Embora resida ainda nos subúrbios, na Quinta do Mocho, concelho de Loures, o produtor passa mais tempo em aviões para levar o kuduro e a música electrónica a outros pontos do mundo.

Hoje é um DJ conhecido e foi colocado pela produtora Rolling Stone na lista dos dez artistas a seguir em 2014. Uma distinção que pretendeu reconhecer o seu trabalho, que inclui também diversas colaborações com produtoras de renome fora de Portugal.

O álbum Revolução recupera as suas primeiras músicas; originais que produziu, sem qualquer edição e que ainda não eram reconhecidos internacionalmente.

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Ao contrário dos dias de hoje, cuja fama o faz passar grande parte do tempo a dar entrevistas e ser protagonista de reportagens para a imprensa internacional. Muitas das vezes faz referência aos bairros onde viveu, ao kuduro e à música electrónica e, em especial, à cultura africana.

DJ Marfox acredita que o novo álbum irá continuar a revolucionar o seu trabalho e a dar a conhecer o potencial da sua música: o kuduro, feita cem por cento em Lisboa.