Um é terceirense, o outro faialense. A #Música juntou estes dois açorianos. Medeiros/Lucas, nome pelo qual serão conhecidos estes dois músicos, apresentam "Mar Aberto", um disco que resulta da reinvenção da música tradicional açoriana. Pedro Lucas, autor de projectos como "O Experimentar Na M'Incomoda" em 2010, e "2: O Sagrado e o Profano", editado em 2012, juntou-se a Carlos Medeiros, cantor que editou em 1998 "Cantar Na M'Incomoda", resultando assim em duas gerações de profissionais que inovam o cancioneiro tradicional açoriano.

O single de estreia "Canção do Mar Aberto", um poema de Armando Côrtes-Rodrigues, disponível para download e para ouvir no Spotify, foi lançado em videoclip, numa gravação entre Lisboa e os Açores.

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A realização é de Gonçalo Tochas, autor de documentários como "É na Terra, não é na Lua" e "Balaou". Com edição da Lovers & Lollypops e da Musicbox CTL o disco já está disponível nas bancas, sendo oficialmente apresentado a 19 de Março no Musicbox em Lisboa.

O álbum é uma crónica de viagem entre os mares do Atlântico e do Mediterrâneo, representado, através de onze temas, textos do romancista castelhano Miguel Cervantes e do escritor açoriano Armando Côrtes-Rodrigues, que têm a colaboração de nomes como Pedro Gaspar, Bandarra, Mitó Mendes, A Naifa e de Zeca Medeiros, músico açoriano natural da ilha de São Miguel.

Para além da apresentação do disco em Lisboa, os dois "marinheiros" estarão também nos Açores para promoverem o seu trabalho. No dia 27 de Março estarão no Teatro Faialense, na Horta, e no dia seguinte irão participar no Festival Tremor, em Ponta Delgada.

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Apesar de já terem colaborado juntos em outros projectos, desta vez o trabalho de Pedro Lucas e de Carlos Medeiros desenvolve-se em torno da voz e da guitarra, deixando de lado a electrónica, ao contrário do que tinha acontecido com "O Experimentar Na M'Incomoda". O conceito central deste disco desenvolve-se em torno das viagens de um marinheiro, bem como as suas aventuras, desventuras e amores.

Esta parceria entre os dois músicos, que resulta desde 2010, tem dado bons frutos, e o resultado é mais um trabalho que chega agora ao grande público.