"Existem bonecas e existem as MARIAS". Esta é a máxima do projecto MARIAS PAPERDOLLS, um conceito contemporâneo, de abordagem ambiental, que dá à luz bonecas de papel e que tem a assinatura dos artistas Cláudia Nair Oliveira e Júlio Oliveira, tendo tido a colaboração inicial de Paulo de Carvalho. A criação das MARIAS PAPERDOLLS teve na sua génese quatro mentores que, em 2011, viram na reciclagem do papel de jornais e revistas uma forma de materializarem e expressarem a sua veia artística. Nasceram, assim, as MARIAS PAPERDOLLS, fruto da paixão, da criatividade, do sonho e da ambição em dar vida a uma matéria-prima que se transforma então numa boneca única, com linguagem própria, cheia de alma e identidade.

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"Cada MARIA é única e exclusiva. Cada MARIA dá o rosto por uma história, tem uma personalidade própria e um estado de espírito", afirma Cláudia Nair Oliveira. A "família" já é grande e ultrapassa as 200 bonecas, que crescem da simplicidade de materiais como: papel, cola, água e balões e da complexidade da técnica de ilustração: pintura acrílica.

O processo de criação - feito a quatro mãos - é minucioso e moroso, sendo antecedido por um trabalho de pesquisa que serve de inspiração para a história e o simbolismo de cada MARIA. As fontes são diversas e vão desde as raízes portuguesas e tradições da terra natal (Valongo), passando por vestirem autoras como a Florbela Espanca ou as Rainhas da Primeira Dinastia, até darem a cara pela defesa de causas solidárias que lutam pelos Direitos Humanos.

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A arte de criar

Para os mentores, o fascínio da criação das bonecas está no prazer de contar uma história e fazer delas o espelho de um comportamento imaginado. Cláudia Nair Oliveira - que admite ser "uma feminista por natureza" - assume uma postura maternal ao caracterizar os diferentes perfis das suas MARIAS: "Há vida nas minhas MARIAS para além do objecto decorativo. Elas são mulheres cheias de cor e amor, umas gostam de paz e silêncio, outras são desassossegadas, agitadas, tumultuosas, outras charmosas, elegantes e sedutoras, ou seja, não há uma Maria igual e, para mim, é sempre muito difícil desprender-me de alguma e impossível eleger a preferida". Partindo deste princípio, de acordo com a personalidade, cada MARIA possui um Bilhete de Identidade que pode ser personalizado mediante encomenda.

O ano 2014 terminou em grande com o sucesso da inauguração da exposição 'MARIAS - Por todas as meninas e mulheres' - com estreia no Centro Cultural de Cascais - e que contou com a presença e o apoio de Catarina Furtado (na qualidade de Directora da Associação Corações com Coroa), entre outras personalidades.

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O projecto envolveu a participação de vários artistas de renome - André da Loba, António Soares, Esgar Acelerado, Ilustrana, Ivo Imagination, Júlio Vanzeler, Kammuz, Nicolae Negura, PedroArtoon, Ricardo Da Silva e Sara Macedo.

As MARIAS PAPERDOLLS voltaram a dar a cara numa exposição, no Porto, onde no Palacete Viscondes de Balsemão retrataram a Bugiada - uma tradição popular de Sobrado (Valongo) caracterizada pelo conflito entre Mouros e Cristãos designados, respectivamente, por Mourisqueiros e Bugios. O ano 2015 arrancou para as MARIAS PAPERDOLLS com um voo internacional. As bonecas voaram para Paris, onde participaram na feira «Maison & Objet» que decorreu, em Janeiro, na capital francesa.

Segundo os mentores do projecto, o futuro que ambicionam para as MARIAS é chegarem aos quatro cantos do mundo. Um objectivo que nem está muito longe tendo em conta o perfil do comprador: estrangeiro/turista; interessado por arte e que não olha ao preço.