Apesar de ser um país pequeno em termos de dimensões, Portugal apresenta um vasto património, consequência da sua riqueza histórica. 15 sítios já são reconhecidos pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade, e outros locais também pretendem atingir o mesmo estatuto. Porém, só após a saída de Portugal da Comité do Património Mundial da UNESCO em 2017, poderão essas propostas ser confirmadas. 

Referida na lista de indicativa desde 1996, a Furna do Enxofre da ilha Graciosa (Açores) é uma espantosa gruta, com claras influências vulcânicas. A sua exploração começou no século XIX. Atraiu vários cientistas, sendo de realçar o Princípe Alberto do Mónaco e  Ferdinand Fouqué e Georg Hartung.

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Em 2000, tal como o Algar do Carvão, tentou dar-se uma força para acelerar o processo de candidatura. Nesse sentido, a TSF chegou a referir as novidades: "O embaixador de Portugal na UNESCO chega hoje aos Açores para uma visita com a qual o Governo Regional pretende dar um novo impulso à candidatura a Património da Humanidade". O Algar situa-se no concelho de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores. Na época, o Secretário Regional do Ambiente referiu ao jornal Público o seguinte: "Não basta pensar que tudo isto merece ser Património Mundial. É também preciso demonstrar inequivocamente que os locais escolhidos têm mesmo condições para ser considerados únicos a nível mundial."

Situado num vulcão que se encontra inativo há vários anos, na Caldeira Guilherme Moniz, neste algar os visitantes podem ir até aos 100 metros de profundidade, e admirar um lago e ainda estalactites de silicatos, que não se encontram em mais nenhum ponto do mundo.

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O Centro Histórico de Santarém surge na lista de recomendação da UNESCO. Porém, em 2002, o projeto estava praticamente no ponto 0. A Câmara de Santarém mostrava-se agora pouco interessada em avançar com o projeto. O então presidente da câmara José Miguel Noras, revelou ao jornal O Mirante que as prioridades se alteraram, devido ao fraco apoio que foi dado por parte da Embaixada de Paris: "Houve um grande azar: inscrito o nome de Santarém na lista indicativa do Património da Humanidade, em 1996, apreciada favoravelmente a candidatura a nível nacional, em 2000, e remetido (nesse mesmo ano) todo o processo para a sede da UNESCO, a Embaixada Portuguesa em Paris não esteve à altura das circunstâncias".

9 anos depois, em 2013, o projeto pode ter ganho nova força. De acordo com José Miguel Noras, ao jornal Mirante,  ao contrário da candidatura inicial, a nova proposta pode apenas integrar a Igreja da Graça, local onde repousa Pedro Álvares Cabral. #Turismo