III parte do artigo que pretende dar a conhecer os Sítios candidatos a Património Mundial da Humanidade de Portugal. Na região centro do país encontramos alguns dos locais que estão na "corrida" pelo título. Contudo, não haverá uma definição concreta antes de 2017, pois é apenas nesse ano que Portugal abandona o Comité do Património Mundial da Unesco.

Conimbriga entrou recentemente na "luta" pela candidatura a património mundial. Em março de 2015, no âmbito da deslocação do embaixador da Alemanha, Ulrich Brandenburg, a Condeixa-a-Nova, o representante alemão aproveitou para rubricar o documento de apoio à Candidatura. Conimbriga, que se localiza em Condeixa-a-Nova, próximo de Coimbra, é uma das mais relevantes povoações romanas em Portugal, sendo a mais investigada no país e é classificada como monumento nacional.

O Pinhal de Leiria é mais um dos Sítios que também inicia o grande desafio de candidatura.

Publicidade
Publicidade

Antes de mais, pretende-se incentivar as pessoas à preservação do Pinhal. Actualmente, por se encontrar em mau estado, dificulta o avanço da candidatura a Património da Humanidade, o que não impede de se pensar no título, pela sua relevância histórica e natural. De acordo com Gabriel Roldão, investigador do Pinhal, "há uma comissão para dar andamento à candidatura a Património da Humanidade da mata".

Costuma-se atribuir a sua fundação a D. Dinis. Porém, deve ter surgido no reinado de D. Afonso III com o intuito de impedir a deterioração das dunas, bem como salvaguardar a cidade de Leiria (incluindo o Castelo), e proteger os campos agrícolas da sua degradação (que tem como causa as areias arrastadas pelo vento). Entre 1279 e 1325, o rei D. Dinis assumiu a importante missão de ampliar consideravelmente a área do Pinhal, que, aliás, ainda hoje apresenta as mesmas dimensões.

Publicidade

Foi deste pinhal que foram usadas várias madeiras para a construção dos barcos dos Descobrimentos. O Pinhal chegou até aos nossos dias porque houve sempre uma preocupação constante em substituir as árvores que eram cortadas.

A candidatura da Mata do Buçaco a Património da Humanidade ainda é uma ambição a atingir, mas a Câmara da Mealhada está agora menos confiante no sucesso da missão, uma vez que o Estado afastou-se do contributo à candidatura (não tendo sido disponibilizado qualquer valor do orçamento em 2012). Porém, conta com o apoio da Câmara. À Agência Lusa, o ex-presidente da Câmara da Mealhada, Carlos Cabral, referiu que "a câmara pode ir bem longe no apoio. A mata do Buçaco é a nossa joia da coroa e temos capacidade para apoiar fortemente na recuperação de anos e anos de abandono. Foi feito mais nos últimos três ou quatros anos".

O bispo de Coimbra, D. João Manuel Mata, cedeu a propriedade, em 1628, à Ordem dos Carmelitas Descalços para a construção do "espaço sagrado". As obras começaram em agosto daquele ano, o convento e a sua cerca ficaram 100% concluídos em 1630, dando-se, desde logo, início no espaço à vida monástica.