De entre 22 autores do mundo inteiro, António Tavares é o único português que participa nesta 28ª edição do Festival du Premier Roman de Chambéry, com o romance 'As palavras que me deverão guiar um dia', finalista do Prémio Leya 2013. Após votação dos leitores, que elegeram os 22 premiados deste festival francês, Minh TRAN HUY é convidado a ministrar a residência onde todos participam. São quatro dias de festa com múltiplas mesas redondas, pequenos-almoços e encontros literários, ateliers de tradução e leitura a alta voz, exposições, performances, entre outros 'rendez-vous'.

Tudo acontece na região de Rhône-Alpes, em clima de animação e promoção da leitura, nos últimos quatro dias de maio.

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Para dar espaço a outros autores e leitores, foram convidados vários editores e livrarias a exporem obras de #Literatura infanto-juvenil e para adultos.

António Tavares está só entre os distinguidos, mas não isolado. Natural de Angola (1960), vem para Portugal com a descolonização e forma-se em Direito pela Universidade de Coimbra. É professor do ensino secundário, exercendo atualmente o cargo de vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz. Foi jornalista fundador e diretor do periódico regional 'A linha do oeste'. Fundou e coordenou a revista de estudos 'Litorais'. Escreve peças para teatro, estudos e ensaios.

Como romancista, obtém uma menção honrosa no prémio Alves Redol, atribuída em 2013 pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, ao romance 'O tempo adormeceu sob o sol da tarde' ainda no prelo.

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É finalista do Prémio Leya 2013, com a obra 'As palavras que me deverão guiar um dia', em destaque neste festival da Saboia que promove na sua maioria primeiros romances francófonos.

O último romance, publicado pela Leya em 2014, apresenta vários registos pessoais, desde os anos 1960, em Moçâmedes (atual Namibe, Angola), onde o autor enaltece palavras, desenhos, fios de cabelo, pétalas, sangue e até sémen. Como diz, aliás, a crítica: trata-se da narrativa de um só homem e a de um Portugal desaparecido.