Aquele que é considerado o embaixador da guitarra portuguesa, António Chainho, apresenta esta sexta-feira, 10 de Abril, o seu novo álbum. O espectáculo realiza-se no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e o palco será partilhado com alguns dos músicos com quem gravou. Ciro Bertini, Tiago Oliveira, Hélder Moutinho, Paulo Flores, Pedro Abrunhosa, Ana Bacalhau, Sara Tavares e Paulo Carvalho serão os conhecidos cantores que irão ser cúmplices de António Chainho no referido concerto.

O guitarrista, de 77 anos, queria ter mais amigos a partilhar o palco consigo, mas devido à dificuldade em conciliar agendas não foi possível. No entanto, António Chainho vai juntar-se a outros nomes conceituados em futuros espectáculos, designadamente um previsto para o Porto.

Ao editar o "Cumplicidades", no final do passado mês de Março, António Chainho não pensava que iria conseguir juntar tantos nomes de artistas conhecidos, daí que tenha ficado impressionado, sobretudo com as adesões de Rui Veloso e Pedro Abrunhosa.

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Estes dois artistas dão voz aos temas "O cartola" e "Breve e belo é o cisne", dois dos 18 que compõem o trabalho discográfico. Temas que se dividem entre canções e instrumentais.

Natural de São Francisco da Serra, concelho de Santiago do Cacém, António Dâmaso Chainho é hoje um dos guitarristas e compositores portugueses mais reconhecido internacionalmente. Filho de um guitarrista e de uma fadista, Chainho foi influenciado pelo ambiente familiar e aos 8 anos iniciou-se na guitarra portuguesa. Cinco anos depois, já acompanhava os fados da mãe.

Como militar, participou na Guerra Colonial, em Moçambique, tendo sido naquele país que iniciou a sua carreira artística, em programas de rádio. De regresso a Portugal viria a fazer carreira na televisão através de um grupo de guitarras e violas.

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O guitarrista passou a acompanhar artistas de renome como Carlos do Carmo, Maria Teresa de Noronha, Lucília do Carmo, Tony de Matos, Francisco José, António Mourão, Frei Hermano da Câmara ou Hermínia Silva. Alguns anos depois, decidiu alterar a ordem, e passou a chamar cantores para acompanhá-lo, tendo iniciado uma sucessão de actuações internacionais. Experimentou e teve sucesso ao misturar a guitarra portuguesa à #Música de outras culturas. Foi assim que tocou com as brasileiras Gal Costa e Fafá de Belém, a espanhola Maria Dolores Pradera e a japonesa Saki Kubota. Mas o leque de artistas que o acompanham é muito maior, bem como alguns músicos internacionais.

Nos últimos anos era acompanhado pelo tocador de viola Fernando Alvim, falecido em Fevereiro passado. O nome de António Chainho surge ainda como um dos mentores da Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa, em Lisboa.