A imprensa mundial está rendida aos encantos do Fado. Porquê? Talvez não exista explicação, mas "apenas" sentimento. A companhia do setor da comunicação, Cision, produziu um estudo entre 13 de Abril de 2014 até 13 de Abril deste ano, analisando 730 milhões de textos. Concluiu que a palavra "Fado" foi referida 30.986 vezes, sendo que houve 13.968 referências na imprensa de 100 países.

Os países que mais destacaram a palavra foram os Estados Unidos com (3997 referências), a Espanha (1879), a Alemanha (1500) e o Brasil (1087). Mas também encontramos a França, Luxemburgo, Itália, Roménia, Reino Unido, Cabo Verde, Angola, Moçambique, e até países como o Togo, Haiti, Sri Lanka, e Camboja.

A figura mais falada em relação a este género musical tipicamente português continua a ser a grande diva Amália Rodrigues. 15 anos após o seu falecimento, Amália foi recordada pela imprensa 3.175 vezes. Já Carlos do Carmo, outra vedeta portuguesa e mundial do fado, que recebeu no ano passado o Grammy Lifetime Achievement Award, teve direito a 2057 referências. Os novos talentos também foram realçados. Aldina Duarte, Cuca Roseta, Gisela João, Camaná e António Zambujo são mencionados, mas os que mais deram nas vistas foram Mariza (3095), Ana Moura (2189) ou Carminho (1966).

Fado

Desde 2011, o fado é considerado Património Oral e Imaterial da Humanidade.

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As cidades de Coimbra e de Lisboa são as "capitais" do fado, embora apresentem caraterísticas diferentes.

O Fado de Coimbra está claramente associado à vida académica. Tudo começou com os estudantes universitários que traziam as suas guitarras para a cidade. Tal como hoje, só os homens podem cantar. Todos os elementos em palco apresentam-se com o traje académico. Normalmente estes espetáculos decorrem só à noite, com o mínimo de luz possível, e muitas vezes ao ar livre. A Sé Velha é o local mais habitual neste tipo de cerimónias. No fado conimbricense, entre os vários nomes mediáticos, pode-se apontar por exemplo: Artur Paredes, Edmundo Bettencourt, Zeca Afonso, Augusto Hilário.

Já o fado de Lisboa, cuja origem se desconhece (embora existam algumas teorias), tem por hábito ser cantado na zona histórica de Lisboa (especialmente na Mouraria, Bairro Alto e Alfama), em tabernas ou casas de fado, onde o xaile escuro e a guitarra portuguesa, duas presenças imprescindíveis deste fado, decoram as paredes.

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É indiferente que o fado possa ser interpretado por homens ou por mulheres.

Para além de outros nomes que já se referiram neste artigo, Alfredo Marceneiro e Hermínia Silva também são exemplos deste fado. Carlos Paredes, mais um nome emblemático, tem influências das duas. Nascido em Coimbra, foi viver aos 14 anos para Lisboa. Fez-se sempre acompanhar pela guitarra da sua cidade. O seu pai (o anteriormente mencionado Artur Paredes), um avô e um tio marcaram o fado de Coimbra. #Entretenimento #Música #Curiosidades