Com 90 anos de carreira, Manoel de Oliveira era o único realizador vivo que tinha assistido à evolução do #Cinema mudo e a preto e branco para o cinema sonoro e a cores. Entre as produções cinematográficas mais conhecidas do cineasta português, destaque para a última, intitulada 'O velho do Restelo', uma curta-metragem de 2014. Segundo avança o Público, Manoel de Oliveira terá falecido em casa. A morte do portuense, nascido a 11 de Dezembro de 1908, já está a gerar diversas reações nas redes sociais e nos jornais internacionais. O escritor Valter Hugo Mãe, por exemplo, recorreu à sua página oficial do Facebook para deixar uma mensagem: "o Manoel de Oliveira tinhas 106 anos de idade e, ainda, assim, faleceu jovem.

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O triste é sabermos disso, que o mestre era jovem, precisava de mais tempo". Também o apresentador e comediante Nilton fez questão de publicar nas redes sociais sobre a morte do mais velho cineasta em atividade do mundo: "Faleceu Manoel de Oliveira. 106 anos. Pronto, agora já toda a gente vai dizer bem dos filmes dele".

No que diz respeito à imprensa internacional, os ecos da morte de Manoel de Oliveira já se fazem sentir. São muitas as edições online a dar conta do desaparecimento do "mestre". O jornal El País refere que "parecia que Manoel de Oliveira tinha superado a morte". A edição online da publicação espanhola acrescenta ainda que com a morte de Manoel de Oliveira "desaparece o último grande cineasta europeu surgido do cinema mudo". Também o The New York Times e o Washington Post noticiaram a morte do realizador.

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Num artigo para o Público, de 2010, Manoel de Oliveira dizia que, tal como os seus colegas, ambicionava "morrer a fazer filmes". Cinco anos depois, e com a última curta-metragem realizada em 2014, o cineasta português não resistiu ao tempo, embora tenha conseguido morrer a "fazer filmes". Segundo este jornal português, foi em casa que "o realizador mais representativo de Portugal, país de que soube retratar o clima cultural e social", definição de Manoel de Oliveira no Dicionnaire du Cinéma - Les Realisateurs Jean Tulard, terá falecido.

Manuel Cândido Pinto de Oliveira nasceu no Porto, no seio de uma família da alta burguesia. Filho do primeiro fabricante de produtos hidroelétricos e de lâmpadas elétricas em Portugal, o cineasta realizou a sua primeira curta-metragem, "Douro, Fauna Fluvial", em 1931. Passados 83 anos, em 2014, estreava o seu último filme, no dia do seu aniversário, 11 de Dezembro.