Diogo, Frederico e António, de 16, 14 e 11 anos respectivamente, são os mais novos bailarinos nacionais que Portugal conseguiu colocar entre os melhores do mundo. Estes três alunos ganharam, em Nova Iorque, prémios e também bolsas de ensino e formação durante a 16.ª edição Youth America Grand Prix, uma das maiores competições de escolas do mundo.

Diogo de Oliveira e Frederico Loureiro, alunos da Escola Domus #Dança no Porto, e António Casalinho, da Academia de Ballet e Dança em Leiria, foram três dos treze bailarinos portugueses que se deslocaram aos Estados Unidos da América para participar na competição que teve início na semana de 10 de Abril.

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Este grupo de bailarinos, cujas idades variavam entre os 9 e os 16 anos, foi apurado para a prova ainda em Outubro do ano passado, durante as semifinais europeias que decorreram em Paris.

No total foram 32 países a concurso e mais de 1300 bailarinos de 300 escolas que apresentaram 966 coreografias. Portugal, que não apresenta grandes tradições no ballet, viu três jovens atletas se sagrarem nestas áreas. António Casalinho venceu o melhor prémio da competição, pelo segundo ano consecutivo, sendo assim consagrado como o melhor solista. A nível de pares este jovem conquistou também, junto com Francisco Gomes, o top 6 masculino.

Dos alunos do Porto, Diogo de Oliveira recebeu na competição duas bolsas, uma para a Dutch National Ballet e outra para a English National Ballet. Contudo, o jovem decidiu permanecer na Ópera de Paris, escola onde a partir do próximo ano lectivo irá terminar os seus estudos.

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Diogo foi ainda apurado para o top 6 enquanto solista sénior. Também Frederico Loureiro foi condecorado conseguindo entrar para o top 6 enquanto solista júnior, único europeu que alcançou este feito. Além disso, este jovem conquistou ainda duas novas bolsas, para a Academia Bolshoi e para Dresden, bem como o convite para participar de um concurso no estrangeiro.

A conquista destes três jovens é fruto de muito trabalho de todos eles, sendo que o ballet lhes ocupa a maior parte do tempo. Porém, os premiados querem continuar a trabalhar para demonstrar por que é que Portugal desta vez “conseguiu um feito que quase ninguém consegue”.