Morreu o Rei dos blues. B. B. King morreu na madrugada desta sexta-feira aos 89 anos, em Las Vegas, Estados Unidos da América. O músico estava internado há poucos dias, depois de no início de Abril ter sido hospitalizado por desidratação. Sofria há mais de 20 anos de diabetes tipo 2. A notícia da sua morte abalou muitos dos seus colegas músicos, que se têm desdobrado em homenagens nas redes sociais.

Riley Ben King nasceu em 1925 no Mississippi, exactamente no berço dos blues, estilo musical que teve origem nos negros norte-americanos escravizados nos campos sulistas. Foi aí que ele nasceu, numa das muitas plantações de algodão, onde os negros eram explorados e cantavam os blues para expressar as suas mágoas.

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Quando a guitarra eléctrica se tornou no instrumento central, B. B. King assumiu o principal papel. Nenhum outro nome consagrou tanto a guitarra como ele. O seu vibrato tornou-se uma marca muito própria, conferindo aos blues um estilo inconfundível. Hoje, blues e B. B. King são inseparáveis historicamente.

B. B. era assim chamado porque era o Blues Boy. King porque era o seu Rei. Os seus solos, quase falados, são únicos. Ao contrário de muitos outros músicos, King preferia usar poucas notas nos solos de guitarra. Preferia a simplicidade. Dizia: "Posso fazer com que uma nota valha por mil".

Oficialmente, terá iniciado a sua carreira em 1948, quando actuou na estação de rádio KWEM. O seu grande êxito Three O'clock Blues em 1951 foi apenas o ponto de partida para uma enorme carreira, onde atingiu uma média de quase 300 espectáculos por ano!

Editou discos de 1949 (Miss Martha King) a 2000 (Riding with the King), totalizando mais de 50 trabalhos de longa duração.

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Venceu 16 prémios Grammy e é membro integrante do Hall da Fama do Rock and Roll.

B. B. King actuou até aos 86 anos de idade, quando ainda fazia cerca de 100 concertos por ano. Em Outubro de 2014 o guitarrista foi obrigado a abandonar um espectáculo em Chicago, por extrema fadiga, o que provocou um quadro de desidratação e esgotamento.

Com a sua morte desaparece o músico, mas fica a lenda e, mais importante que tudo, ficam as suas músicas como The thrill is gone ou When love comes to town. #Música #Personalidades #EUA