Embora ainda exista muito por descobrir, os estudos que foram feitos até ao momento revelam vários pormenores sobre a vida judaica local a partir do século XIV. Antes deste século, só são conhecidas informações extensas sobre a temática nas cidades de Coimbra e da Guarda. Os judeus foram os que mais sofreram com a perversa Inquisição, mas o país mais tarde compreenderia que também perdeu muito com as horríveis atitudes tomadas. Coimbra, Lamego, Guarda, Viseu e Covilhã são, de acordo com os dados conhecidos, as regiões onde residiram mais judeus. Leiria e Covilhã foram os locais onde existiram mais privilégios para os judeus.

Os judeus devem ter chegado a Portugal no Século VI a.C.

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No século XII, Portugal ganha a sua autonomia e formam-se as primeiras comunidades judaicas em Beja, Lisboa, Porto, e Santarém. Durante séculos o convívio entre as distintas culturas foi pacífico (embora as relações se tenham vindo a degradar lentamente). Vários judeus, pelos seus conhecimentos médicos, matemáticos e científicos, integraram as cortes reais. Também se distinguiram no comércio.

No século XV começou "a sério" a época do caos. Porquê desprezar os judeus? Os motivos eram vários: a Igreja exigia tratamento diferente para os não cristãos, a classe burguesa surgia em força e queria impor o seu espaço e a união Portugal /Espanha, que foi reforçada pelo casamento de Manuel I com a Isabel, a filha dos reis de Castela. Para a permanência cordial da relações entre os 2 países, Portugal aceita as medidas adotadas pelos nossos "vizinhos", e que foram aprovadas pelo papa Sisto IV: criar uma Inquisição chefiada por um Conselho e um inquisidor.

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80 mil judeus, que recusavam optar pela #Religião católica, foram obrigados a sair de Espanha em 1492. Instalaram-se em Portugal. Vinham tentados por uma proposta do monarca D. João II. Era cobrado um imposto para permanecerem no país por 8 meses mas, em troca, garantia que após esse tempo seria oferecido o transporte para regressarem às suas origens.

Tudo não passou de uma mentira: foram feitos escravos. Neste mesmo período, afastaram-se 700 crianças das suas famílias e foram deslocadas para a ilha africana de St. Thomas, local onde muitos faleceram.

Este mesmo rei obrigou também a que os judeus tivessem símbolos nas suas roupas, de forma a revelarem a sua religião e não consentiu que os judeus tivessem funcionários cristãos.

Poucos anos depois (1496), o novo rei, D. Manuel I, rejeitava a emigração dos judeus (devido à sua importância financeira no país), impondo o Cristianismo como a única religião reconhecida.

Para esconder o seu sangue judaico, os judeus que aceitaram este destino (designados de Cristãos Novos) tiveram que assumir várias mudanças nas suas vidas, incluindo o próprio nome! Entre os apelidos mais usados constam o Mendes, Fonseca, Fernandes, ou Lopes. Para trás deixavam também os seus nomes próprios, que muitas vezes estavam ligados a figuras do seu culto como Moisés ou Abraão. #História