Portugal é um país pequeno em termos territoriais, mas tem uma vasta #História e natureza que dá que falar. E a UNESCO já percebeu isso. São vários os candidatos que trabalham para serem reconhecidos com este título. Preparados para conhecer mais sítios portugueses candidatos a Património Mundial da Humanidade

Viseu, cidade onde nasceram figuras tão ilustres da história portuguesa, como por exemplo Viriato, Rei D. Duarte ou Infante D. Henrique, iniciou a preparação da sua candidatura em abril passado. De acordo com declarações do Presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, ao JN: "O município faz esta aposta consciente de que o seu sucesso depende de um forte envolvimento da sua comunidade".

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A sua inclusão nos espaços portugueses considerados Património Mundial da Humanidade está prevista, na pior das hipóteses, para 10 anos. Pretende-se valorizar a história e os vários edifícios privados que precisam de ser reabilitados. "(...) Queremos que o centro histórico se afirme enquanto espaço de cultura, fixação de pessoas e captação de turistas", afirmou ao mesmo órgão o autarca.

A Baixa Pombalina de Lisboa é mais um dos sítios candidatos. O Marquês de Pombal mandou executar esta obra após o terramoto de 1755. Preocupou-se em construir amplas ruas com dois passeios, em forma retangular, integrando (as primeiras) condições higiénicas públicas do país, paredes preparadas para diminuir a intensidade dos fogos e também a gaiola pombalina. Esta última é um método original em todo o mundo feito para prevenir com maior eficácia os sismos.

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Em 2005, a Câmara Municipal de Lisboa consentiu que a candidatura a património Mundial da Humanidade da Baixa pombalina avançasse. Porém, a mesma ficou parada porque concluiu-se que ainda era um projeto com algumas lacunas.

Manuel Salgado, vice-presidente da autarquia e responsável pelo pelouro do Urbanismo, que integrou o Comissariado da Baixa Chiado, referiu que as grandes falhas eram "a falta de um plano de salvaguarda e de um plano de gestão que garantisse que a recuperação seria feita". No final do ano de 2011, falava-se que a candidatura iria finalmente avançar. Até ao momento não se conhecem mais informações sobre este caso.

Os vários vestígios de dinossauros existentes na Península Ibérica atraem cada vez mais investigadores. Foi planeada um candidatura "a meias" entre Portugal (a zona nacional envolve Sesimbra e Ourém) e Espanha, estando o processo em análise, mas, para já, as indicações são favoráveis. "(...) Houve muito interesse nesta candidatura. Foi-nos pedido para estudar um pouco melhor a questão da articulação entre os vários sítios e a questão da declaração do valor universal excecional", acrescentou Fernando Andresen Guimarães, Presidente da Comissão Nacional da Unesco, à radio Online. #Turismo