Cada novo filme lançado pela Marvel (propriedade da Disney) ou pela DC (propriedade da Warner Bros) é mais uma prova do filão de ouro que representam as personagens que durante tantas décadas brilharam nas revistas aos quadradinhos. O exemplo mais recente é o sucesso nas bilheteiras do segundo filme dos "Vingadores: A Era De Ultron", com uns impressionantes, até ao momento, 427,55 milhões de dólares. Depois de inúmeras estratégias erradas e de #Filmes que foram autênticos flops, quer em termos criativos quer em termos financeiros, a Marvel parece ter acertado na táctica de tal forma que levou a que a DC/Warner Brothers tivesse que repensar toda a sua estratégia. Exemplo perfeito disso foi o adiamento da saída do filme que junta Batman e Super-Homem para 2016, para não colidir com o segundo filme dos Vingadores.

Essa estratégia da Marvel só começou a tomar forma com os filmes à volta das personagens dos Vingadores, o que levou à vontade crescente de incluir o Homem-Aranha nesse mesmo lote (naquele que será o terceiro filme do Capitão América: Guerra Civil). O problema é que a Sony Pictures tem os direitos cinematográficos de uma das mais clássicas e famosas personagens da Marvel. Recentemente, um acordo foi alcançado entre as duas partes, com a Disney/Marvel a não ter que pagar pelos direitos da personagem noutros dos seus filmes, nem receber qualquer dinheiro resultante dos lucros de bilheteira dos filmes da Sony que tenham o Homem-Aranha. Por outro lado, a Sony também não recebe uma percentagem dos lucros que os filmes da Disney/Marvel tenham. Este acordo beneficia ambos os lados porque dá liberdade a ambos de lucrarem com a personagem.

Todas estas novidades fazem com que a pressão cresça ainda mais para os lados da Warner/DC, que continua a apostar tudo no já mencionado "Batman Vs Superman: Dawn Of Justice" e no Esquadrão Suicida, também apontado para o próximo ano. Fica a ideia que a reacção foi tardia e não está a conseguir acompanhar o ritmo alucinante dos filmes que a Marvel tem planeneados para os próximos anos. Senão vejamos abaixo o calendário deambos os estúdios até 2020. (M são os filmes da Marvel, D da DC).

2015 - Julho: Homem Formiga (M); Agosto: Quarteto Fantástico (M)

2016 - Fevereiro: Deadpool (M); Março: Batman V Superman: Dawn Of Justice (D); Maio: Capitão América: Guerra Civil (M) e X-Men: Apocalypse (M); Agosto: Esquadrão Suicida (D); Outubro: Gambit (M); Novembro: Dr. Estranho (M) e Sexteto Sinistro (M)

2017 - Março: Sequela sem título do Wolverine (M); Maio: Guardiões da Galáxia 2 (M); Junho: Quarteto Fantástico 2 (M); Junho: Mulher Maravilha (D) Julho: Reboot do Homem Aranha (M) Novembro: Thor: Ragnarok (M) Novembro: Liga da Justiça Parte 1 (D); Venom (M)

2018 - Março: The Flash (D); Maio: Vingadores: Guerra do Infinito: Parte 1 (M); Julho: Pantera Negra (M); Julho: Aquaman (D); Novembro: Capitão Marvel (M)

2019 - Abril: Shazam (D); Maio: Vingadores: Guerra do Infinito: Parte 2 (M); Junho: Liga da Justiça Parte 2 (D); Julho: Inumanos (M)

2020 - Abril: Cyborg (D); Junho: Lanterna Verde (D)

Obviamente que este calendário vai depender do sucesso que alguns filmes poderão ter, mas é notório a supremacia da Marvel. No que diz respeito às séries de televisão, essa mesma supremacia pertence à DC, com Gotham, Arrow e The Flash a obterem boas reacções por parte do público, o que levou a planos de expansão. Nesse meio, foi a Marvel que acabou por ir atrás do prejuízo com a série do Demolidor que teve também um bom impacto. #Cinema