O autor de grandes sucessos musicais de Hollywood, James Horner, morreu esta segunda-feira, aos 61 anos de idade, vítima de um acidente de aviação. O compositor era um piloto experiente e seguia, sozinho, aos comandos de um avião privado, um S-312 Tucano MK1 turbo-hélice, na localidade de Santa Bárbara (sul da Califórnia) quando se terá despenhado em circunstâncias ainda por apurar.

Autor da banda sonora do filme "Titanic" - que vendeu mais de 27 milhões de cópias em todo o mundo e lhe valeu os Óscares de Melhor Banda Sonora e de Melhor Canção Original com o tema " My heart will go on", interpretado pela canadense Celine Dion -, James Horner deixa um legado de relevo na indústria musical cinematográfica de onde se destacam outros trabalhos feitos em parceria com o realizador James Cameron: "Avatar" (2009) e "Aliens" (1986).

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A morte do compositor foi confirmada no Facebook, pela sua assistente pessoal, e vários atores e diretores, entre os quais Russel Crowe e Rob Lowe, fizeram questão de o homenagear nas redes sociais, manifestando os seus sentimentos de pesar à família do amigo e companheiro de trabalho.

Estreia póstuma em julho

O compositor dos dois filmes mais lucrativos de sempre de Hollywood - "Avatar" e "Titanic", que renderam cerca de 5 mil milhões e 4,4 mil milhões de dólares em bilheteira, respetivamente -, conhecido pelo recurso frequente a elementos musicais celtas, corais e eletrónicos, tem ainda no currículo as bandas sonoras de "Uma Mente Brilhante" (2001), "Apollo 13" (1995) e "Braveheart" (1995), num total de 158 composições para filmes, televisão e documentários.

O músico, que começou a estudar piano aos cinco anos e cujo primeiro grande trabalho foi a banda sonora de "Star Trek II: A Ira de Khan", deixa três filmes prontos e ainda por estrear: "Southpaw", um drama de boxe que deverá chegar às salas de #Cinema já no próximo dia 24 de julho, um mês depois da morte do compositor; "Wolftotem", com estreia agendada para setembro; e "Os 33", a exibir em novembro, sobre o desastre dos mineiros do Chile em 2010.

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