Hélia Correia, escritora portuguesa, recebeu esta quarta-feira a notícia de que é a vencedora do Prémio Camões 2015. A novidade foi anunciada no Rio de Janeiro, Brasil. O jurado, que a escolheu vencedora por unanimidade, contou com Rita Marnoto, professora na Universidade de Coimbra, Inocência Mata, professora nas universidades de Lisboa e de Macau, Pedro Mexia, crítico literário e escritor, Mia Couto, António Carlos Secchin e Affonso Romano de Sant'Anna.

Hélia Correia nasceu em Lisboa em 1949. Licenciou-se em Filologia Românica, sendo depois professora do ensino secundário. Neste momento, dedica-se à tradução e à escrita de poesia, drama e ficção.

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Este não é o seu primeiro prémio, pois Hélia Correia recebeu já várias distinções, entre as quais se encontra o prémio PEN, em 2001, pela sua obra de ficção Lillias Fraser e, em 2013, pelo seu livro de poesia A Terceira Miséria. A Casa Eterna e Bastardia receberam o prémio Máxima de #Literatura em 2000 e 2006, respetivamente. No ano passado, com a obra Vinte Degraus e Outros Contos, a escritora venceu a 23ª edição do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco

A escritora foi a 11ª portuguesa a receber os 100.000 euros do prémio Camões. Em 1989, Miguel Torga ganhou o prémio, seguido por Virgílio Ferreira, em 1992, e por José Saramago, em 1995. Já Sophia de Mello Breyner Anderson ganhou o prémio em 1999 e Mia Couto em 2013. Dentro dessa lista de premiados encontram-se vários brasileiros.

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Na década de 1990 os premiados foram João Cabral de Melo Neto, que venceu o prémio em 1990, Rachel de Queiroz, em 1993, Jorge Amad,o em 1994 e António Cêndido, em 1998. Os anos 2000 contaram com Autran Dourado, Ruben Fonseca, Lygia Fagundes Telles e João Ubaldo Ribeiro como vencedores. Já Ferreira Gullar, Dalton Trevisan e Alberto da Costa e Silva receberam o famoso prémio em 2000, 2012 e 2014 respetivamente.

Instituído em 1989 pelo Brasil e por Portugal, o Prémio Camões atribui o valor de 100.000 euros ao vencedor "cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento da literatura de língua portuguesa em todo o mundo", sustenta a organização.