Se o início do ano não trouxe boas notícias para os fãs dos Iron Maiden, com a notícia do cancro da língua de Bruce Dickinson, o eterno vocalista da banda (entretanto já recuperado), a segunda metade de 2015 vai sem dúvida mais positiva. Para quem já ansiava pelo novo álbum, boas novas! Foi anunciado através do site oficial da própria banda que o novo álbum de originais, o décimo sexto da banda, se chama Book Of Souls e tem data prevista para 4 de Setembro. O álbum foi gravado em Paris no final do ano anterior com o seu produtor de sempre, Kevin Shirley, e teve os seus retoques dados e os últimos pormenores acertados no início deste ano.

Devido à já mencionada doença de Bruce Dickinson, a banda decidiu adiar por alguns meses o lançamento do álbum para que este pudesse estar disponível para se juntar à restante banda para as preparações do lançamento do álbum. A própria digressão também foi adiada, com as primeiras datas a terem sido marcadas para o início do próximo ano. Desta forma, espera-se que Bruce esteja totalmente recuperado e em forma para conseguir aguentar as exigências físicas de cada espectáculo da mítica banda britânica de heavy metal.

A capa do álbum, que podem ver na imagem desta notícia, foi criada por Mark Wilkinson, que já tinha colaborado com a banda em ocasiões anteriores, e revela um Eddie (a mascote da banda) mais tribal, desvendando também assim um pouco do conceito lírico de Book Of Souls. De referir também que este trabalho, totalizando 92 minutos, será o primeiro álbum de originais duplo da história dos Iron Maiden. Também existe uma maior abrangência nos créditos de composição, com Steve Harris, baixista, fundador e principal estratega da banda, a contribuir com sete músicas (três com Adrian Smith, duas com Janick Gers e uma com Dave Murray, os três guitarristas da banda, e ainda uma sozinho), enquanto Bruce Dickinson compôs sozinho, pela primeira vez desde o clássico Powerslave de 1984, duas músicas, sendo que uma delas é a maior de sempre que os Iron Maiden gravaram: Empire Of The Clouds de 18 minutos.

Steve Harris comentou no press release da banda que a abordagem ao álbum foi diferente daquilo que já tinham feito antes, com muitas das músicas a serem gravadas no estúdio, tendo-as ensaiado e gravado logo enquanto estavam frescas. O baixista afirma que está extremamente orgulhoso de The Book Of Souls, que mal pode esperar que os fãs o oiçam e que a banda as leve em digressão no próximo ano. Bruce acrescenta que o período de criação do álbum foi fantástico, tendo começado a trabalhar nele nos finais do Verão do ano passado e gravado o álbum nos Guillame Tell Studios em Paris, onde também tinham registado o Brave New World, lançado há quinze anos atrás, o que fez despertar as memórias desses dias. Refere ainda que a banda ficou maravilhada por descobrir que a mesma magia que fez parte desse álbum ainda estava viva dentro deles e que as ideias começaram logo a fluir. No final do processo, decidiram que cada uma das onze faixas fazia parte do todo e que todas teriam de ser incluídas, fazendo de The Book Of Souls um álbum duplo.

Além de estar disponível na edição normal de duplo CD, também haverá uma edição limitada e de luxo do CD duplo em livro de capa dura, além do vinil triplo preto, o lançamento em formato digital normal e também em alta resolução com masterização de 24-bit especificamente para o Itunes. #Música