Infelizmente a escravatura ainda é um problema social que decorre em pleno século XXI. Esta triste "moda" é praticada há milhares de anos, no entanto popularizou-se a partir do século XV (a era dos descobrimentos) com a escravatura de vários africanos. A cor da pele distinta dos europeus, o fato de se considerar que eram intelectualmente inferiores e de serem necessárias pessoas resistentes para trabalharem nas colónias europeias foram os motivos para esta brutalidade. Portugal foi um dos pioneiros na exploração humana em massa. A sua primeira incursão nesse "mundo" obscuro deu-se em 1419. 

De acordo com a Enciclopédia Mundial da #História, apósas populações nativas locais e até mesmo reclusos terem sido forçados a trabalhar nas novas colónias, as grandes potências do século XV perceberam que os resultados que desejavam não estavam a ser alcançados, pois as doenças da Europa e as condições limitadas dizimavam rapidamente os trabalhadores.

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É neste contexto que os europeus encontram a sua fonte de rendimento humana em África. 

Muitos escravos eram apanhados pelos traficantes na África Central. Eram algemados e depois vendidos na costa africana (no caso português vinham de Angola). Ali eram vendidos aos clientes europeus e seguiam em viagem em navios com pobres condições por um longo período de tempo. No tráfico português, habitualmente rumavam a Portugal continental, ou então para o Brasil (normalmente uma deslocação até ao continente americano durava cerca de 8 semanas. 1 terço dos escravos chegava sem vida ao destino). 

Ao chegarem à América, eram escolhidos e comprados pelos proprietários locais. Nas plantações, a vida era dura. Subnutridos e chicoteados pela razão mais estúpida, os escravos por norma não resistiam muito.

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No entanto, nos casos mais positivos, foram poucos aqueles que tiveram uma esperança média de vida superior a 10 anos. 

No século XVIII, o tráfico de escravos atingiu os números mais elevados de sempre. Estima-se que tenham sido deslocados de África para a América entre 6 a 7 milhões de pessoas! Curiosamente, foi também nesse século que se começou a perceber que a escravatura era uma prática selvagem. 

Portugal foi das primeiras nações a reconhecer a barbaridade. A 12 de fevereiro, no reinado de D. José, e através de Marquês de Pombal, a  escravatura no império indiano português passou a ser proibida. Apesar deste primeiro passo, só na 2.ª metade do século XX, o estado português (1854) e a Igreja (1856) deixaram de recorrer ao trabalho escravo.

O Rei D. Luís, com o decreto de 1869, passou a considerar a escravatura como uma ilegalidade para todo o mundo português: "Todos os indivíduos dos dois sexos, sem excepção alguma, que no mencionado dia se acharem na condição de escravos, passarão à de libertos e gozarão de todos os direitos e ficarão sujeitos a todos o deveres concedidos e impostos aos libertos pelo decreto de 19 de Dezembro de 1854."

Segundo Stephen D.

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Behrendt, David Richardson, e David Eltis, tendo por base "records for 27,233 voyages that set out to obtain slaves for the Americas" (tradução livre: registos de 27,233 viagens realizadas para obter escravos para as Américas), no continente americano foram os portugueses os que mais recorreram ao trabalho escravo (38,5%), seguindo-se os britânicos (18,4%) e os espanhóis (17,5%). Os que menos recorreram ao trabalho escravo foram os dinamarqueses (0,3%).

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