Sebastião Salgado, nascido a 8 de fevereiro de 1944 em Minas Gerais, emigrou com Lélia Wanik Salgado para Paris com o objetivo de escapar à opressão da ditadura militar instaurada no Brasil naquela época. É, nesta altura que encontra a sua vocação na fotografia. Sebastião Salgado trabalhava para a Organização Internacional do Café e é precisamente nas viagens ao Continente Africano que o fotógrafo começa a tirar as primeiras fotografias sem qualquer ambição profissional. Génesis, a sua mais recente exposição pode ser visitada até 2 de agosto na Cordoaria Nacional, em Lisboa.

Desde cedo, Sebastião Salgado colaborou com algumas das mais importantes agências a nível mundial, como é, por exemplo, o caso da Magnum, Contact e Sygma e consequentemente alguns dos seus trabalhos foram apresentados em publicações de prestígio um pouco por todo o mundo.

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Em 1986 o fotógrafo publicou o seu primeiro livro intitulado "Outras Américas" dedicado aos pobres da América Latina. A sua obra sob o título "Trabalhadores", provavelmente a mais conhecida do público, foi apresentada em 1993 e é dedicada à realidade dos trabalhadores rurais.

Entre 1993 e 1999, Sebastião Salgado concentrou a sua atenção no fenómeno global de desalojamento massivo que culminou na obra "Êxodos e Retratos de Crianças do Êxodo", publicado no ano 2000 e que foi alvo de aclamação mundial. Na introdução da mesma escreveu: "Mais do que nunca, sinto que a raça humana é somente uma. Há diferenças de cores, línguas, culturas e oportunidades, mas os sentimentos e reações das pessoas são semelhantes. Pessoas fogem das guerras para escapar da morte, migram para melhorar sua sorte, constroem novas vidas em terras estrangeiras, adaptam-se a situações extremas(…)"

Ao longo da sua carreira Sebastião Salgado já viu o seu trabalho reconhecido várias vezes, através de prémios como o Prémio internacional da Fundação Hasselblad e o Prémio World Press Photo.

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Génesis, a mais recente obra de Sebastião Salgado, está prestes a terminar a sua apresentação em terras lusas. Esta exposição, que conta com 245 fotografias a preto e branco de grande formato, eterniza alguns dos derradeiros vestígios da Natureza e da Humanidade, no seu estado mais puro, do Nosso Planeta. A menos de uma semana do encerramento, Génesis já ultrapassou os 55 mil visitantes e ainda pode ser visitada pelo público na Galeria Municipal Torreão Nascente da Cordoaria Nacional até ao próximo domingo dia 2 de agosto. #Exposições