Ao longo dos reinados portugueses muitos mistérios ficaram na #História. Desta vez iremos até ao reinado de D. Manuel I e a sua aventura numa caçada a uma raposa branca misteriosa. Que raposa era essa? Porque afirmamos que é misteriosa? Onde se encontrava a raposa?

Ao longo da história temos algumas #Curiosidades sobre os nossos reis, como o exemplo da possível homossexualidade de alguns, assim como o seu fanatismo por ordens religiosas. Neste caso iremos recuar até ao reinado de D. Manuel I (1495 a 1521) e à sua actividade enquanto excelente caçador. Durante a maioria dos Invernos do seu reinado, o rei de cognome "Bem-Aventurado", assim como muitos outros reis da 2.ª Dinastia, instalavam-se em Almeirim, que apelidaram de Sintra de Inverno, no século XVI.

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Isto ocorria, principalmente pela excelente localização da actual cidade assim como pelas excelentes condições para caça que esta região lhes oferecia.

Foi devido às condições favoráveis para as caçadas que esta coutada oferecia, que um dia D. Manuel partiu com os seus súbditos numa caçada pelos campos e matas da zona e chegou até junto de um local chamado de Quinta de Santo António. Eis que ao chegar, e depois de algumas horas de caminhada e caça, o rei avista uma linda raposa branca, sendo que passou bastante tempo a procurar pela mesma que teimava em fugir para não ser caçada. Nesse dia e nesse ano a raposa jamais foi avistada.

No entanto, durante vários tempos o rei continuou a procurar a dita raposa que tanto o fascinou e que pretendia a todo o custo caçar. Mas a raposa nunca mais foi avistada nem com vida nem encontrada morta.

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A partir daí os reis passaram a apelidar a região, onde estava instalada a Quinta de Santo António, como o lugar da "Raposa".

Actualmente, nesse local está instalada uma freguesia que manteve o nome dado pelo rei, Raposa, sendo que ainda permanece o mistério sobre a linda raposa branca, sendo uma referência histórica para os habitantes da freguesia. Outra curiosidade é que o pára-raios, colocado por cima da torre sineira da Igreja Matriz da localidade tem a forma de uma raposa, simbolizando a raposa que nunca foi caçada nem vista novamente.