Para quem aprecia heavy metal e tem a mente aberta para todas as suas variações, 2015 tem sido um grande ano, com mês após mês a surpreender tanto pela variedade como, e principalmente, pela qualidade. Junho não foi excepção, com um grande leque de boas propostas, o que complicou a nossa tarefa de fazer uma selecção dos grandes destaques do mês. Thisquietarmy é apenas um desses exemplos, onde temos o género drone em grande destaque. Sendo um género que não está habitualmente ao alcance de qualquer um, este álbum elimina essa distância. É drone para quem diz não gostar do género. Só o poderá dizer depois de ouvir "Anthems For Catharsis".

Nesse mesmo espectro, temos mais um trabalho de Dirk Serries, músico conhecido no espectro da #Música ambient e drone, onde em duas longas músicas, temos uma viagem a um outro mundo.

Publicidade
Publicidade

Se alguém duvida do poder transcendental que a música pode ter, é porque não ouviu ainda "Unseen Descending And Lamentations". Mudando o disco para coisas mais tradicionais temos o regresso dos Dark Quarterer com "Ithaca", já o sétimo da discografia da banda italiana, uma boa mistura de heavy metal com rock progressivo. Incorporando vários estilos diferentes mas tradicionais, temos os Graveyard Shifters, que conseguem juntar punk com hard rock com sucesso, num álbum ("High Heels & Broken Bones") bem viciante e bem festivo.

Endurecendo o espectro sonoro, temos os Blaze Of Perdition com "Near Death Revelations", que evidencia o seu black/death de qualidade e dinâmicas únicas, como só os polacos conseguem fazer. Ainda com o death metal em vista e pela mão da Metal Blade, tivemos o regresso dos Dew-Scented com "Intermination", o décimo álbum da banda alemã, mantendo a tradição dos álbuns começados por "I"; e também o regresso de ex-membros dos Vomitory e da sua nova cara, os Cut Up.

Publicidade

"Forensic Nightmares" é um álbum de death metal moderno com tudo de melhor que a vertente old school tem para oferecer.

Reduzindo a velocidade, chegamos ao black metal atmosférico da one-man-band Ethereal Shroud, com "They Became the Falling Ash", numa hora de música dividida em três músicas. Uma viagem à melancolia, algum peso e melodia. Também uma one-man-band, também no espectro do black metal mais contemplativo que é sem dúvida um destaque deste mês de Junho: Mortis Mutilati com "Mélopée Funèbre".

No entanto, o álbum que se evidencia como sendo o grande álbum do mês, é sem dúvida o regresso dos Shape Of Despair. A banda finlandesa não lançava nada há 11 anos e valeu bem a espera por "Monotony Fields", o quarto trabalho. Definitivamente será um dos álbuns do ano, e tendo em conta que a banda toca um dos estilos de música mais difíceis de cativar - funeral doom - isso já é dizer tudo. Sem dúvida, o ponto alto da sua carreira e mais uma aposta certeira da Season Of Mist.