O cartoonista português André Carrilho tem-se destacado no panorama internacional com vários dos seus trabalhos. Ao longo da sua carreira, já foi distinguido com vários prémios e este fim-de-semana venceu mais um. O português ganhou o Grande Prémio do World Press Cartoon 2015, com uma ilustração sobre o vírus ébola. O nome do vencedor foi anunciado numa cerimónia que decorreu em Cascais.

Carrilho é um dos mais talentosos cartoonistas portugueses e trabalha com várias publicações internacionais de grande prestígio, nomeadamente a "Vanity Fair", o "The New York Times" e a "The New Yorker". Ao todo, desde 1992, já conquistou cerca de 70 prémios.

Publicidade
Publicidade

Regularmente, o português também publica os seus trabalhos no "Diário de Notícias", jornal que há quase um ano publicou a imagem que valeu a Carrilho o World Press Cartoon.

Quando o desenho foi publicado, tornou-se viral e foi divulgado e comentado pelo mundo fora. A imagem deixa transparecer o modo como os meios de comunicação social abordaram o tema do vírus ébola, de acordo com a nacionalidade das vítimas desta epidemia; que provocou centenas de mortos. A realidade e o impacto desta imagem justificaram a atribuição do prémio ao cartoonista português, no valor de dez mil euros.

Na edição deste ano do World Press Cartoon, que desde 2013 tem lugar em Cascais, em vez de Sintra, os temas em destaque foram o vírus ébola e o Mundial de Futebol no Brasil. Cristina Sampaio foi a outra portuguesa em destaque neste certame, tendo ganho uma menção honrosa, na categoria de "Desenho Editorial", com um trabalho também sobre o tema ébola.

Publicidade

O brasileiro Cau Gomez ganhou na categoria de "Caricatura", com uma imagem caricaturada do argentino Lionel Messi e do Papa Francisco. O segundo prémio foi entregue a Dalcio, também brasileiro, com uma caricatura de David Bowie e o terceiro prémio foi para Riber, de França.

Na categoria de "Desenho de Humor", o galardoado foi o grego Michael Kountouris, que em 2013 foi o vencedor do Grande Prémio. A categoria "Editorial" foi ganha por Carrilho e no segundo e terceiro lugares ficaram, respectivamente, o búlgaro Tchavdar e o ucraniano Cost.. O júri deste prémio foi composto por António Antunes (Portugal), Agim Sulaj (Albania), Xaquin Marin Formoso (Espanha), Firoozeh Mozaffari (Irão) e Augusto Cid (Portugal). #Ébola #Artes