Com o álbum de estreia lançado no início do ano, os Terror Empire são um bom exemplo de bandas nacionais que demonstram ter tanta força e determinação na #Música que tocam como na forma como abordam a sua carreira. “The Empire Strikes Black” é um excelente álbum de thrash metal moderno que tem sido levado aos mais variados pontos do país. As boas reacções tanto ao álbum como aos seus espectáculos colocam-nos não como uma promessa da música nacional e sim como uma confirmação. A Blasting News esteve à conversa com Rui Alexandre, um dos guitarristas da banda.

Com um álbum de grande qualidade como "The Empire Strikes Black" com já alguns meses, que balanço fazem até agora?

Desde já, obrigado pela oportunidade de divulgação.

Publicidade
Publicidade

O balanço tem sido o esperado: muitos concertos para promoção, boas reviews vindas um pouco de todo o mundo e o sentimento que ainda há mais estrada e promoção a fazer. Temos intenções de gravar alguns videoclips, por isso vão ficando atentos.

O que é para vocês mais gratificante, tocar ou compor?

Compor é um processo mais cerebral, enquanto tocar é visceral, quase animalesco. Ainda assim, penso que são duas faces da mesma moeda, indissociáveis e complementares. Só não gosto de estar a gravar em estúdio, sinceramente. Ter de deixar material escrito em definitivo sempre me deixou ansioso.

Sendo a actividade ao vivo o que sustenta uma banda underground, como consideram a cena actualmente? Existem espaços, procura, entreajuda entre bandas? Eventos como o Santa Maria Summer Fest, onde tocaram recentemente, ou os Kamikaze Fest II e o Mosher Fest, onde estão confirmados para actuar, fazem falta?

A cena está viva.

Publicidade

Há locais para tocar em todos os distritos; em termos de condições, a coisa varia entre o muito bom e a chamada falta de noção, mas só se sujeita quem quer. Em termos de entreajuda, os Terror Empire não se podem queixar, de todo. Temos e fazemos amigos por onde quer que passemos, e acabamos por nos ajudar no que é preciso. Falaste de três eventos para os quais tiveste bastante pontaria: são daqueles em que as bandas são respeitadas e a organização/promotores se aplicam para dar o que têm (e não têm) ao seu alcance. Sai-lhes do pelo. Em relação ao Mosher Fest sou suspeito, mas por outro lado falo com conhecimento de causa em primeira mão.

Apesar do metal não ser popular como há alguns anos, ainda é possível viver daquilo que se gosta fazer?

O metal vende menos discos que há uma década, certo; mas todos os géneros vendem menos neste momento. Mas não creio que o metal seja menos popular. Ainda agora estive no Resurrection e em Vagos e estava com imensa gente. O Hellfest bateu records de audiências e o Wacken já esgotou a edição do ano que vem.

Publicidade

Temos de deixar de ter esta perspetiva de patinho feio e assumirmos que somos um nicho, sim, mas de milhões de pessoas! O metal é aquela barata de quem as massas não gostam, mas que sobreviverá a um qualquer ataque nuclear!

Qual o grande objectivo, aquele marco que esperam atingir?

Um grande marco pode ser um conjunto de pequenos marcos, prefiro pensar assim. Não quero pensar que “ir tocar ao Hellfest” é o grande marco, porque isso seria mau por vários motivos: depois desse concerto, já teríamos atingido o topo a que nos teríamos proposto; seria resumir a existência de uma banda a um evento que durou minutos, etc. Prefiro pensar na primeira pessoa que nos foi ver a um ensaio, a um concerto, a primeira hora em estúdio para gravar, o primeiro concerto que demos, o primeiro festival de maior dimensão em que tocámos, aquelas festas no backstage com amigos novos, etc. A vida não é começar e acabar; é todos aqueles passos que se fazem nesta caminhada. Tudo conta!

Últimas palavras.

Venham ao Mosher Fest; apoiem os eventos locais e façam um esforço para se deslocarem aos mais distantes. E se virem um mosher no chão, dêem-lhe a mão!