Uma notícia está a abalar o mundo do #Cinema. Wes Craven, famoso realizador, faleceu ontem, dia 30 de Agosto, na sua casa em Los Angeles. Craven, de 76 anos, perdeu a luta contra um cancro cerebral que acabou por vitimá-lo e deixar o mundo do cinema sem dúvida mais pobre. Os ecos de consternação já se fizeram ouvir pelas redes sociais, onde realizadores e actores fizeram questão de declarar a sua tristeza por este desaparecimento.

Entre os nomes das personalidades incluem-se Rose Mcgowan, Courteney Cox, David Arquette, Sarah Michelle Gellar, Skeet Ulrich, Jamie Kennedy (que participaram na série de #FilmesGritos”); os realizadores Joe Dante (“Gremlins”), John Carpenter (“Halloween”), James Wan (“Saw”), Rolland Emerich (“Dia da Independência”), Kevin Smith (“Clerks”), entre muitos outros.

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Desde o clássico filme do cinema independente de 1972, “A Última Casa da Esquerda”, que o realizador norte-americano revolucionou o género de horror. O sucesso de bilheteira deste filme com um orçamento minúsculo fez com que o seu nome se tornasse de culto; no entanto, toda a controvérsia que o filme levantou fez com que Craven tivesse dificuldades durante alguns anos para fazer um novo projecto. Apenas em 1977 conseguiria levar para o grande ecrã mais uma história que tinha escrito, “Os Olhos da Montanha” e aos poucos começar a cimentar a sua reputação como realizador e argumentista do género de cinema de horror. No entanto, foi com “Pesadelo em Elm Street” que estabeleceu definitivamente a sua carreira, quando criou um dos maiores ícones do horror de sempre, equiparável a Drácula, Frankenstein, Lobisomem ou a Múmia.

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Foi também graças a “Pesadelo Em Elm Street” que nasceram os estúdios New Line Cinema, responsáveis pelos êxitos esmagadores de cinema “Senhor dos Anéis” e “O Hobbite que Johnny Depp foi revelado ao mundo, com o seu primeiro papel. Sempre à procura de desafios, Craven não gostava de se agarrar a fórmulas seguras e procurava sempre inovar-se, o que tinha como consequência inovar o próprio género do cinema de horror. Não se interessou em voltar a realizar a série “Pesadelo Em Elm Street” a não ser quando tinha uma nova visão – inovadora – para a personagem Freddy Krueger, dando-lhe ainda mais realidade e tornando-a mais assustadora. Foi também a sua vontade de inovar que levou à série “Gritos”, quatro filmes que servem como guia ao género de horror, onde todos os lugares comuns são usados a favor do argumento e como uma forma de sátira.

No entanto, o talento de Craven nem sempre passou pelo cinema de terror. Desde o suspense de “Red Eye”, a comédia “Vampiro em Brooklyn” (com Eddie Murphy) ou o drama de “Melodia do Coração” (que deu a Meryl Streep uma nomeação para Óscar de melhor actriz) que o realizador mostrava o seu talento como realizador, uma arte que amava profundamente. O seu desaparecimento deixa um vazio no cinema que certamente não será mais preenchido.