As portas abriram um pouco mais tarde do que o previsto, pelas 20 horas, e o sol já se estava a pôr quando os festivaleiros começaram a entrar timidamente no recinto. Sizzling Sound começou a ecoar pelos presentes, que aproveitaram o fim de dia para saciar a fome, a sede e para ganharem forças para os “moches” que se avizinhavam.

Um pouco depois das 20h30m, apareceram no palco 5 miúdos de camisa e gravata que todos devemos acompanhar no futuro, os Lazy Generation. Foram os grandes vencedores do concurso de bandas do festival e confessaram à Blasting que “foi o primeiro concerto num festival deste género”, e que tendo um concerto bastante dinâmico e interativo “o ambiente de festival é ideal”.

Publicidade
Publicidade

Partilhar o palco com nomes como Tara Perdida deixou-os “muito felizes” e tentaram “não se deslumbrar demasiado e montar um espectáculo merecedor da oportunidade” que o Santa Summer Sounds lhes deu.

Formados há apenas 2 anos, surpreenderam pelo conjunto de originais que já dispõem, muito ligados ao estilo punk rock. Estão a projetar o lançamento de um EP para ainda antes do final deste ano. Animados e fresquinhos, puxavam por um público quase inexistente, pois as pessoas tardaram a chegar ao festival. Ainda assim, houve oportunidade para o primeiro moche da noite, e o mais pequeno da história.

De seguida, às 22h, a noite já estava bem cerrada quando os The Quartet of Woah subiram ao palco. Um quarteto fantástico que tem o rock nas veias, um som único e malhas poderosas. Apresentaram as músicas do seu álbum Ultrabomb e o single backwardsfirstliners.

Publicidade

Sem papas na língua, o vocalista ia tecendo algumas piadas para atrair as hostes, mas eram ainda poucos os ouvintes atentos. “Aqui segue mais uma balada”, dizia ele, e a banda começava a tocar com toda a pujança um rock psicadélico.

As Anarchicks entraram logo a seguir para partir tudo com um rock “apunkalhado”. Após o concerto, as próprias disseram-nos, em entrevista, que é um “rock das entranhas”, diretamente para os nossos corações. São quatro, são mulheres e têm muita pinta. Tocaram músicas do primeiro álbum Really?!, outras do ep Look What You Made Me Do e também músicas novas como Take It or Leave It, um dos grande momentos do concerto. Ainda houve tempo para uma versão de Bad Reputation, de Joan Jett. A meio do concerto o público começou finalmente a ficar composto e a aderir entusiasmado ao espetáculo. Foi cativante de ver e ouvir esta banda feminina de rock português que promete “muitas surpresas e músicas novas nos #Concertos”.

Quando o concerto acabou, o recinto começou a ficar mais lotado, os que chegavam envergavam t-shirts pretas e gritavam pela banda que se seguia, os veteranos Tara Perdida.

Publicidade

Foi este o último concerto da noite e também este o único capaz de emocionar e levar à loucura a plateia. Os Tara Perdida tinham 22 músicas no alinhamento, 8 delas eram do novo álbum, Luto, produzido em homenagem ao vocalista João Ribas, que morreu no ano passado vítima de doença respiratória. Letras tocantes e batidas envolventes fizeram o público emocionar-se nas canções Um Dia de Cada Vez e Histórias de Silêncio.

Mas foram os antigos êxitos como Realidade, Sentimento Ingénuo e Quanto Mais Eu Grito que levaram todos ao rubro. A banda avisou que teria de acabar o concerto em breve por causa do barulho e as protestações foram imediatas, o público queria muito mais. O vocalista brincou, perguntou se “queriam ir de cana” com eles, mas isso não aconteceu, tocaram apenas duas músicas antes de abandonarem o palco, a comovente Lisboa e a Nasci Hoje para terminar em apoteose.

Assim terminou o primeiro de dois dias de festival [VIDEO]que foi sendo transmitido em directo pela rádio Summer Blast. No dia em que se esperava encher o recinto com 2000 pessoas [VIDEO], o público foi realmente escasso. Manifestamente, foi por causa dos cabeça de cartaz que muitos compareceram, confirma-o um grupo de amigos que responderam ao que os tinha levado ali com duas palavras: Tara Perdida. #Festivais

Veja aqui o vídeo do primeiro dia.