Depois de uma maratona para muitos, era chegado o último dia deste grande evento no panorama dos festivais nacionais. A começar, uma das mais queridas bandas do underground nacional, os Midnight Priest. A banda de Coimbra já tem uma legião de fiéis seguidores e Vagos comprovou isso mesmo. Não falharam temas que já são verdadeiros clássicos como “Rainha da Magia Negra” e “À Boleia Com O Diabo”, tendo sido intercalados com as novidades “Made Of Steel” e “Hellbreaker”.

Os estreantes Ne Obliviscaris em solo português seguiram-se para um concerto bombástico. A banda australiana recebeu bem a energia da assistência, o que fez com que Tim Charles, vocalista e violinista, referisse que tinha ficado apaixonado pelo nosso público.

Publicidade
Publicidade

O seu som, que tem tanto de melódico e melancólico como de pesado, resultou muito bem, apesar de mais indicado para ambientes mais intimistas. Uma das grandes e boas surpresas desta sétima edição.

Quando os norte-americanos Halestorm cancelaram, muitos comentaram em tom de brincadeira que deveriam vir os Alestorm, escoceses. Um dos nomes já há muito pedido pelo público. A organização fez a vontade e eis que os piratas escoceses contagiaram Vagos com a sua boa disposição. Não faltaram os clássicos “That Famous Ol’ Spiced” “Captain Morgan’s Revenge” .

Uma das grandes atracções também eram os Orphaned Land, a única entidade israelita capaz de unir cristãos, muçulmanos e judeus. Do início ao fim da sua actuação, o público esteve rendido aos israelistas, que deram um dos grandes concertos do dia.

Publicidade

A banda tem uma crescente legião de seguidores e, depois deste concerto, de certeza que ficaram com mais uns quantos.

Era chegada a hora da segunda vinda dos Overkill a Vagos, embora num palco diferente. A gozar de um bom som (ainda que imperfeito), a clássica banda de thrash metal despejou clássicos atrás de clássicos com algumas boas surpresas como “End Of The Line” e “Horrorscope”. Para todos os críticos da escolha deste nome, bastava ver dez minutos deste concerto para perceber que os Overkill são sempre uma aposta ganha.

Do thrash para o death metal sueco foi uma pequena distância e, se se pensava que os Bloodbath iriam sofrer por começar a tocar tão tarde, foi uma agradável surpresa verificar a quantidade de público presente para uma boa dose de death metal. O próprio Nick Holmes, a nova voz da banda que esteve também em Vagos mas com os Paradise Lost, comentou isso mesmo, agradecendo a presença de todos, já que se tratava praticamente do fim do festival.

Por falar em Nick Holmes, a sua prestação foi bastante próxima da perfeição.

Publicidade

Para quem não ficou convencido com a sua prestação no último trabalho, “Grand Morbid Funeral”, o concerto do dia 9 serviu para desfazer todas as dúvidas: Nick Holmes é um grande vocalista de death metal.

A exemplo do dia anterior, Vagos teve os Ironsword como convidados especiais que colocaram um ponto final a mais uma edição. É uma ideia muito boa dar esta oportunidade às bandas nacionais do nosso underground. Tanto o público como as próprias bandas agradecem. Apesar de alguns problemas no que ao som diz respeito, o que se reteve foi uma banda que deu um grande concerto com o pouco tempo que teve.

Faltam palcos assim para o verdadeiro heavy metal. Em resumo, foi mais uma excelente edição do Vagos Open Air, com falhas e pontos a melhorar, mas também com muitos pontos positivos, nomeadamente na escolha das bandas e no espírito do festival que já começa a ser único. E para o ano haverá certamente mais. #Música