Depois de um bom primeiro dia, as expectativas para este segundo eram igualmente altas. A começar estiveram os nossos W.A.K.O. que actuaram como se fossem cabeças de cartaz. E tiveram público como tal. Com um bom número de seguidores nas linhas da frente da assistência, a banda jogava em casa e deixou logo a indicação de que este segundo dia seria efectivamente de grande qualidade.

Da vizinha Espanha, chegaram os Mutant Squad, um regresso ao nosso país depois da participação no Restless Fest em 2014. Thrash metal old school que satisfez todos aqueles que ainda estavam atordoados pelo furacão Ribatejano, havendo apenas uma pequena questão deixada no ar: por que é que as bandas espanholas se dirigem à assistência portuguesa em inglês? 

Por falar em thrash metal, chegou a vez de um dos Big Four do thrash metal teutónico, os Destruction, entrar em palco.

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A banda não é desconhecida do público português embora as suas presenças no nosso país se façam quase exclusivamente em #Festivais. Tirando o som algo precário, não houve impedimentos para que a máquina de destruição alemã passeasse à vontade pelo palco de Vagos com muitos clássicos, tais como “Curse The Gods”, “Mad Butcher” “Eternal Ban”  a marcarem a presença.

Do thrash para algo mais extremo, chegaram os Triptykon, a continuação lógica dos Celtic Frost, que não é estranha ao público de Vagos, um facto que Tom G. Warrior não deixou passar em claro, referindo que Portugal foi um dos primeiros sítios onde a banda tocou. Os clássicos “Procreation (Of The Wicked)” e “Circle Of The Tyrants” conviveram muito bem ao lado de temas mais recentes como “Abyss Within My Soul”. Uma boa actuação que deixou rendidos mesmo aqueles que não são apreciadores desta nova encarnação dos Celtic Frost.

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Zakk Wylde e os seus Black Label Society seriam os senhores que se seguiriam, uma das bandas bastante apreciadas pelo público português, que não nos visita tantas vezes como isso. Assim sendo, seria previsível que a afluência fosse mais que muita. Essa procura foi justificada com um som esmagador, uma autêntica parede de distorção que se traduziu numa actuação que percorreu parte da já longa carreira da banda norte-americana, sendo que o destaque foi dado para o último trabalho, “Catacombs Of The Black Vatican”. Claro que não poderia falhar a sentida homenagem a Dimebag Darrel, “In This River”, que Wylde faz questão que se mantenha no alinhamento da banda.

Depois de uma lição de heavy metal de teor sulista, chegaria o heavy metal britânico responsável pelo termo black metal. Se os recentes trabalhos de estúdio da banda já não têm o mesmo efeito que antes, os Venom em palco são demolidores. Alternando clássicos como os inevitáveis “Bloodlust”, “Black Metal” “Countess Bathory” com as mais recentes “Long Haired Punks”, “Pedal To The Metal” e uma surpreendente “Resurrection”, a banda provou ter uma vitalidade capaz de calar os mais críticos.

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A fechar estariam os convidados especiais Filii Nigrantium Infernalium. Para quem conhece a banda portuguesa, sabe que não haveria melhor seguimento para um concerto dos Venom. Belathauzer, o frontman, revelou isso mesmo quando pediu desculpas pela sua voz, porque tinha cantado (gritado?) todas as músicas do concerto daquela que considera a melhor banda do mundo. Apesar de um alinhamento mais curto e de alguns problemas de som, a banda agarrou o tempo disponível com as duas mãos e, numa abordagem que mistura o lado mais negro do metal com um humor muito próprio, fez com que o público resistente saísse satisfeito. #Música #Concertos