Desde 2009 que Vagos Open Air tem crescido para se tornar no que é actualmente, uma grande concentração e festa de fãs de heavy metal (tanto do nosso país como do estrangeiro). Aquilo que fez com que Vagos Open Air se destacasse de toda a concorrência foi o assegurar a presença de grandes atracções internacionais como Amon Amarth, Meshuggah, Carcass, entre muitos outros. Esta edição de 2015 não seria excepção, com grandes nomes para os dias 7,8 e 9 de Agosto e logo no primeiro dia, previa-se uma grande enchente, com os Within Temptation a liderar a procura pelos fãs das sonoridades mais melódicas e comerciais. O início deu-se mais cedo a pedido dos Within Temptation, com os nacionais Scar For Life a iniciar as hostilidades.

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A banda que tem em Alexandre Santos a figura central, tem o hábito de mudar a formação a cada álbum que lança e o último “Worlds Entwined” não foi excepção, tendo como frontman Rob Mancini. Esse foi um factor que causou alguma confusão entre os que não conheciam muito bem os Scar For Life. Depressa Rob Mancini desfez as dúvidas, referindo que a banda era portuguesa, apenas o vocalista era irlandês. Apesar da nítida entrega da banda, o som não os ajudou, nem a mistura do mesmo, sendo que a voz soou demasiado alta em relação ao resto, colocando em evidência as suas fragilidades.

Era a vez dos também portugueses Moonshade, banda que, ao contrário dos Scar For Life, não tem nenhum álbum de originais mas teve uma actuação mais sólida e gozou de um som superior. A recepção por parte do público também foi mais efusiva.

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Quem também foi recebido de braços abertos foram os suecos Vildhjarta, com o seu som djent que tem fortes bases (talvez demasiadas) em Meshuggah. Não fosse alguma falta de originalidade e teria sido um concerto mais apreciável, embora a banda tenha conseguido aquilo que lhe era pedido, trazer animação ao público. Missão cumprida.

O primeiro grande momento deste primeiro dia viria com os Heaven Shall Burn. A banda não vinha ao nosso país há cerca de 15 anos, mas o público de Vagos fez com que garantissem que não iriam ficar tanto tempo ausentes. A banda espalhou o seu alinhamento pelos seus sete álbuns ao vivo e ainda houve tempo para a mítica cover dos Edge Of Sanity, “Black Tears”. Um concerto memorável , onde houve um circle pit de impôr respeito, assim como uma wall of death que já começa a ser tradição em Vagos.  

A fasquia ficou elevada e os finlandeses Amorphis conseguiram superá-la sem dificuldades. A juntar-se à oportunidade única de ver ao vivo e na íntegra o mítico “Tales From The Thousand Lakes”, juntou-se uma banda inspiradíssima, um som que embora não tenha começado perfeito, para lá caminhou durante a actuação, e um público em delírio.

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Além do álbum clássico, ainda houve tempo para tocar 3 temas do primeiro trabalho, “The Karelian Isthmus”, e visitar o terceiro, “Elegy”, também com 3 temas, terminando a actuação com a raridade instrumental "Folk Of The North".

O final ficaria para os Within Temptation, banda que trouxe a Vagos uma grande produção de palco e apoiou a sua actuação na novidade “Hydra”. No entanto, a sua actuação não encheu as medidas dos fãs mais antigos que continuam a achar que a banda está em piloto automático há já alguns anos, com um som muito plastificado e com muitos (demasiados) samples por trás. De qualquer forma, Sharon Den Adel continua um furacão em palco, não parando um segundo e não fraquejando um momento que seja na entrega vocal. E assim terminou este primeiro dia do Vagos Open Air. #Música #Festivais #Concertos