Realizou-se esta sexta-feira, 25 de setembro, em Alpalhão (concelho de Nisa, distrito de Portalegre) a inauguração da exposição “PEDRAS COM VIDA”, na sede da Junta de Freguesia de Alpalhão. O escultor, João Aires Garcia, natural de Gáfete (concelho do Crato), é um apaixonado pela arte de fazer esculturas, sendo que todas têm um significado especial. A exposição organizada pela Junta de Freguesia de Alpalhão em conjunto com a associação Nisa Viva decorre até ao dia 31 de outubro, no salão nobre da Junta de Alpalhão.

Na abertura do evento, Ana Cecília Manteiga, presidente da Junta, apontou que se tratava já da segunda exposição acolhida no edifício da junta, depois da primeira exposição em dezembro de 2014 - cujo tema era o Natal, tendo apresentado trabalhos dos meninos do ATL de Alpalhão.

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A presidente referiu ainda que a exposição poderia ter sido realizada no Centro Cultural José Maria Moura, mas mais uma vez a Câmara Municipal de Nisa não cedeu o espaço, “talvez por achar, que a exposição não tinha grande interesse”, criticou a presidente. Após a recusa por parte do município, o executivo da freguesia de Alpalhão cedeu um espaço no edifício da junta, respeitando o facto de “Alpalhão ser uma terra de granitos”. João José, presidente da Nisa Viva, procedeu à apresentação do escultor, onde referiu que o mesmo em miúdo “tinha horrores à pedra, e que hoje não consegue passar um dia sem trabalhar a pedra”. Já o próprio escultor não perdeu a oportunidade de agradecer à Nisa Viva e à Junta de Freguesia de Alpalhão.

João Aires Garcia é um escultor autodidacta, não se inscrevendo em nenhum estilo artístico em particular que não o "naif", figurativo.

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Tendo trabalhado como canteiro e operário fabril, Garcia aproveitou a reforma da melhor maneira, exercendo um regresso ao passado e à infância, voltando a trabalhar no ofício que o pai lhe ensinara. As suas obras são um retrato fiel do meio físico e social alentejano em que nasceu e viveu, estando as peças expostas relacionadas com a religião e com várias representações do Alentejo tradicional, bem como com os temas da liberdade e dos afetos.  #Artes