O filme As Mil e Uma Noites, Volume2: O Desolado foi hoje, 7 de setembro, anunciado pela Academia Portuguesa de #Cinema, através da sua página oficial do Facebook, como o candidato português aos Óscares de 2016. Foi escolhido por um júri composto por Paulo Trancoso, Lauro António, André Szankowski, Pedro Melo e Miguel Monteiro. Segunda parte de uma trilogia, este filme de Miguel Gomes, baseado no conto do mesmo nome, terá a sua estreia em Portugal a 24 de setembro. 

A película, que tem no seu elenco nomes como Joana de Verona, Teresa Madruga, Gonçalo Waddington, Crista Alfaiate, João Pedro Bénard, Xico Xapas, Luísa Cruz e Margarida Carpinteiro, conta a história de "um país socialmente desesperado onde predomina o descontentamento", afirmado a Academia que "esse país é Portugal".

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Veja aqui o trailer desta trilogia do cineasta Miguel Gomes, realizador do recente TABU, premiado com diversos galardões:

Portugal tem já um vasto historial no que respeita a este prémio de Melhor Filme Estrangeiro, categoria que premeia desde 1956 o melhor filme produzido fora dos Estados Unidos da América e que tenha predominantemente diálogos numa língua que não seja a inglesa.

Até à data, o nosso país submeteu outras 30 produções nacionais para concurso nesta categoria, não tendo ainda conseguido ser nomeado para o prémio. Destas submissões, 9 foram dirigidas por Manoel de Oliveira, prolífero cineasta português falecido em abril deste ano com uns admiráveis e respeitosos 106 anos.

Entre 1980 e 1990 foram submetidos os #Filmes Manhã Submersa, de Lauro António (1980), Francisca, de Manoel de Oliveira (1982) Sem Sombra de Pecado, de José Fonseca e Costa (1983), O Lugar do Morto, de António Pedro Vasconcelos (1984), Ana, de Margarida Cordeiro e António Reis (1985), Tempos Difíceis, de João Botelho (1988) e Os Canibais, de Manoel de Oliveira (1989).

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Na década seguinte, Portugal apostou nos filmes O Processo do Rei, de João Mário Grilo (1990), O Sangue, de Pedro Costa (1991), O Dia do Desespero, de Manoel de Oliveira (1992), Vale Abraão, de Manoel de Oliveira (1993), Três Palmeiras, de João Botelho (1994), A Comédia de Deus, de João César Monteiro (1995), Viagem ao Princípio do Mundo, de Manoel de Oliveira (1997), Inquietude, também de Manoel de Oliveira (1998) e Os Mutantes, de Teresa Villaverde (1999).

A partir do ano 2000, todos os anos contaram com a submissão de propostas portuguesas: Tarde Demais, de José Nascimento (2000), Camarate, de Luís Filipe Rocha (2001), O Delfim, de Fernando Lopes (2002), Um Filme Falado, de Manoel de Oliveira (2003), O Milagre Segundo Salomé, de Mário Barroso (2004), Noite Escura, de João Canijo (2005), Alice, de Marco Martins (2006), Belle Toujours, de Manoel de Oliveira (2007), Aquele Querido Mês de Agosto, de Miguel Gomes (2008), Um Amor de Perdição, de Mário Barroso (2009), Morrer Como Um Homem, de João Pedro Rodrigues (2010), José e Pilar, de Miguel Gonçalves Mendes (2011), Sangue do Meu Sangue, de João Canijo (2012), Linhas de Wellington, de Valeria Sarmiento (2013), E agora? Lembra-me, de Joaquim Pinto (2014) e finalmente, este ano, o promissor As Mil e Uma Noites, Volume 2: O Desolado, de Miguel Gomes.

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