Continuação da entrevista publicada a Rui Berton vocalista do novo projeto Legs and Arms.

Além de dar a voz também gravou a bateria no EP. Vai assumir essas duas funções?

Não. Vou só assumir a voz ao vivo. Em estúdio faço as duas coisas. Estou a fazer vozes muito melódicas e é fisicamente difícil tocar bateria e cantar. Teremos um baterista ao vivo. No caso da gravação do EP até foi ao contrário. Gravei a bateria com intenção de alguém gravar a voz que não eu. Como já tinha feito vocalizações para as músicas que gravámos fui desafiado a gravar também as vozes e despachar o assunto.

Não se sente intimidado de certa forma por deixar de estar escondido/protegido por bombos e pratos para passar para a frente do palco e ficar em destaque?

Sim.

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Borro-me todo. Nunca fiquei nervoso por tocar ao vivo. Pelo contrário. Mas neste caso estou ainda desconfortável com isto. Sou muito crítico em relação a vocalistas e acabei por me tornar num. Daí não o querer ser. Acho que alguns vocalistas que tiveram as orelhas quentes me vão atirar com merdas e dizer "afinal não é fácil, pois não?".

Existiu ou existe de alguma forma receio que os admiradores dos outros projectos não encarem com bons olhos esta nova faceta do Rui Berton?

Se existe receio? Meu? Não. Sou músico, não sou gótico nem metaleiro. Gosto de muita coisa e para quem segue, neste caso 'Bizarra', isso nunca foi segredo. Dou o meu melhor como sempre dei. Não estou a mudar a minha prestação com 'Bizarra' nem os 'Bizarra' estão a mudar por isso. São uma banda única. Para fãs e para mim.

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Com tantos projetos e tão diferentes uns dos outros sente-se um musico completo ou quer ainda mais?

Ainda me falta muita coisa. Há pessoas em particular com quem gostava de tocar. E ondas que acho desafiantes e não tão distantes do rock'n roll com que gostava de colaborar. As coisas hão-de surgir. Como disse, gosto muito de #Música de muitos estilos. Vejo algumas coisas como o desafio de "como é que eu posso contribuir para este projeto?". E aprende-se muito assim. A minha aprendizagem é essa. Trocar experiência com outros músicos.

Em Setembro começam a tocar ao vivo. Estão a preparar alguma coisa em especial? Vão apresentar temas novos?

Sim. Temos pelo menos mais uns 3 ou 4. É uma apresentação do EP e da banda em si. Tudo é novo, ainda não temos nada mais especial que a banda em si. No meu caso é um posto novo numa banda. Mas estou certo que vai correr bem.

É um projeto com pernas e braços para andar? Expetativas para um futuro próximo?

Sim, claro que é. Está feito para isso. Mas não há pressas de meter isto em Top nenhum. É ir tocando e ganhando público. Dando o litro.  Não é fácil estimular a atenção das pessoas com tantas bandas boas que aí andam. Não somos melhores que ninguém mas piores é que não somos de certeza.

Obrigada pela entrevista e boa sorte para todos os seus projetos. #Concertos