A cidade de Almada já é conhecida por ser o berço de muitas bandas conhecidas no panorama musical português. Agora foi a vez de nascer 'Legs And Arms', um novo projeto de #Música alternativa, pop, criado por membros e ex-membros de 'Vicious Five', 'Bizarra Locomotiva', 'Twentyinchburial' e 'The Girl In The Black Bikini'. A primeira apresentação ao vivo tem data marcada para 12 de Setembro no Sabotage em Lisboa.

A Blasting News esteve à conversa com Rui Berton que dá a voz a 'Legs and Arms'. O Rui é conhecido no mundo da música principalmente por ser o baterista da mítica banda 'Bizarra Locomotiva', mas também por integrar inúmeros projetos como 'João e a Sombra', 'Vicente Palma', entre outros.

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Começou desde tenra idade a ter aulas de bateria. Sabia desde aí que queria seguir essa área profissionalmente ou era por brincadeira?

Não tive aulas. Aprendi sozinho a ouvir discos dos outros e reproduzir. Até aos dias de hoje já deveria ter tido aulas e de certeza que tocaria melhor mas sou mau aluno. E aprender sozinho dá também um conteúdo mais próprio ao que faço. E senti logo que era o que queria fazer, apesar de hoje não ser a minha única profissão.

Em todos os projectos que esteve ou está envolvido sempre esteve atrás da bateria. Sentia necessidade de algo mais?

Não. O facto de estar a fazer vozes agora não faz de mim vocalista. Nem quero. É um instrumento como a bateria e uso-o para passar o que quero a quem ouve.

Artistas como Dave Grohl são uma inspiração?

Claro! Mas não é por isso nem tão pouco com essa intenção de ser o baterista que vira cantor que é uma inspiração.

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É sim como artista e rocker. Talvez partilhe da mesma intenção de usar a voz tal como a bateria para passar música às pessoas.

Como surgiu Legs and Arms?

O projeto surgiu do desafio do Edgar Leito (guitarrista) para fazermos qualquer coisa juntos. Somos amigos há muitos anos e havia essa ideia há muito. Eu sou sempre o gajo que não tem tempo para nada mas de vez em quando dá um clique de "isto pode sair qualquer coisa gira" e acrescento mais 1h às 24h de um dia. Começámos a ensaiar e a compor os dois e chegou a pôr-se a hipótese de ser um dueto. Mas fomos tocando com mais amigos até chegarmos ao que somos hoje. Ser eu a cantar foi uma "evolução" do início do projecto. Não quis cantar e quisemos testar várias vozes. Algumas que resultavam bem mas por agendas não seguimos em frente. Somos todos músicos com experiência e quem passou ou testou tocar connosco também a tinha e conciliar tempo é difícil. Foi só por isso.

Todos os elementos estão envolvidos noutras bandas. Esta é apenas mais uma?

Não sei se "mais uma" é o termo.

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Acho que qualquer músico que assuma uma banda de raiz não a vê como mais uma. Neste momento alguns elementos não têm outros projetos mas amanhã já podem ter. Somos pessoas que respiram isto e este projeto é tão sério como qualquer outro.

Que mensagem Legs and Arms quer transmitir?

Não temos essa intenção poética de passar mensagem. Deixamos isso para quem escreve realmente bem. Tentamos passar a emoção pela música.

Têm os cinco temas do EP disponíveis para download. Que reações têm tido de quem ouve?

Boas. Como não somos novatos nisto acabamos por não ligar assim tanto, minuto a minuto, aos comentários etc. Mas é bom saber o que as pessoas acham. Corrigir coisas, limar outras...

Divulgaram a vossa existência em finais do mês de Junho deste ano e já têm #Concertos marcados. O facto de ser bem relacionado e conhecido no mundo da música abre portas?

Sim, claro que facilita. Dá alguma credibilidade quando se vai a um clube marcar um concerto. É um projeto novo que ao mesmo tempo não é assim tão novo porque tem membros que andam nisto há muito.

continua...