Para a alegria de muitos dos seus fãs, King Diamond vai regressar aos lançamentos. A Metal Blade Records, editora do músico dinamarquês, lançou um comunicado de imprensa onde dava conta dos seus próximos planos. Aproveitando a digressão norte-americana “Abigail In Concert 2015” a decorrer entre o final de Outubro e início de Dezembro, vão ser registadas imagens para um blu-ray / DVD desta série de concertos. O espectáculo terá por base o clássico e imortal álbum “Abigail” que será interpretado na íntegra.

O lançamento é apontado para o Outono, embora não exista ainda uma data oficial de lançamento. Para dirigir o projecto foi avançado o nome de Denise Korycki, que já trabalhou com bandas como Cannibal Corpse (triplo DVD “Centuries Of Torment” de 2008), Killswitch Engage e As I Lay Dying (triplo DVD “This Is Who We Are”).

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Prevê-se que o trabalho vai incluir imagens de vários espectáculos registados ao longo da digressão “Abigail In Concert 2015”. Resta ainda acrescentar que esta mesma digressão já tem algumas datas esgotadas e que terá como convidados especiais os Exodus.

“Abigail”, lançado em 1987, é o primeiro álbum conceptual que se move pelos domínios do horror, o que explica o impacto que teve nos fãs de heavy metal que normalmente apreciam filmes de terror. Foi este impacto que também solidificou a sua carreira a solo, depois de ter saído dos Mercyful Fate quando estes se separaram em 1985. A história do álbum foi quase escrita numa só noite, depois do músico ter sido acordado violentamente por uma tempestade de trovoada na Dinamarca. Foi o único momento na carreira do vocalista que o mesmo conseguiu fazer tanto em tão pouco.

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No que diz respeito à produção do álbum, a mistura foi um pesadelo. Teremos que recuar no tempo para perceber que naquela altura não havia computadores e que as gravações eram gravadas em fita. No caso de “Abigail”, foi utilizado um gravador de 24 pistas. Tendo em consideração de que se trata de um álbum com imensas camadas, detalhes e arranjos de instrumentos, foi um processo doloroso, já que consistia num trabalho inteiramente manual e que, no caso de algo falhar, teria que se repetir tudo novamente.

Uma das histórias curiosas acerca deste trabalho é o facto de na #Música “The Family Ghost” ter aparecido uma voz gutural que rosna o que King Diamond pensa ser “Oh, damn!” – traduzindo, “maldição!”. O vocalista afirma que nem ele nem ninguém envolvido no projecto cantaram aquelas palavras e que não faz ideia como é que elas acabaram registadas. Só notou a dita voz quando ele e o engenheiro de som Robert Falcao estavam a trabalhar nas pistas de voz. Não conseguiram isolá-la nem apagá-la até que o vocalista resolveu não tentar mais e resignar-se a que a mesma ficasse a fazer parte da música.

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Sempre que a mesma é tocada ao vivo, ele rosna “Oh, damn!”

Ainda sobre a música, King Diamond odeia o vídeo que na altura serviu de suporte promocional ao álbum. Admite a sua responsabilidade no processo por ter cedido às exigências da editora que contratou um produtor que decidiu criar um pequeno circo, com malabaristas, uma dançarina e King Diamond a comer uma perna de frango. Ou seja, em nada relacionado com a história do álbum e as letras da música. Foi a partir deste momento que decidiu que, caso fosse feito algum vídeo, seria ele a decidir o seu conteúdo. Abaixo podemos ver o vídeo em questão.