Já começa a ser um lugar comum começar este resumo mensal dos melhores trabalhos de metal com o factor surpresa, já que Setembro foi mais um mês surpreendente, principalmente no nível qualitativo das suas propostas. Incontornáveis serão os regressos dos Slayer (com “Repentless”) e dos Iron Maiden (com “The Book Of Souls”) que mereceram até artigos próprios aqui na nossa/vossa Blasting News. No entanto existiram uma série de trabalhos com qualidade ímpar que não conseguimos ignorar, ultrapassando até a nossa cota máxima de 10 trabalhos por mês. Por esse motivo, não percamos mais tempo e avancemos para os melhores álbuns de Setembro de 2015.

O heavy metal tanto progressivo (Royal Hunt com “XIII – Devil’s Dozen”) como o mais tradicional (Huntress“Static”) ficaram muito bem representados e são um dos pontos de destaque do mês que findou.

Publicidade
Publicidade

Também o doom metal à la My Dying Bride (banda que também regressou este mês) esteve em destaque com os alemães Cross Vault e o seu segundo álbum “The All Consuming”. Dawn Of Destiny regressam com o seu melhor trabalho até agora, o álbum conceptual “To Hell” que é uma lição de como fazer power metal sinfónico.

Como noticiámos aqui também, os Temple Of Baal regressaram com a sua mistura explosiva de death e black metal, sendo que “Mysterium” revelam uma banda em topo de forma e com razões para subir uns pontos no reconhecimento da #Música extrema mundial. Dentro das artes negras também temos os Tsjuder que, com “Antiliv”, assumem-se como uma das propostas mais interessantes do black metal norueguês. E por falar em black metal norueguês, os The 3rd Attempt, com ex-membros dos Carpathian Forest,  estreiam-se com “Born In Thorns”, e ameaçam ocupar o lugar deixado vazio desde 2006, data em que foi lançado o último álbum de originais dos Carpathian Forest.

Publicidade

Os Lucifer's Child também se estrearam com "The Wiccan", banda que conta com membros dos Rotting Christ, Chaostar e Nightfall, e demonstram um black metal de qualidade, com muitas influências dos Rotting Christ mas também com uma identidade própria de assinalar. Mudando o espectro de som, teremos que falar obrigatoriamente dos Midday Veil, provavelmente a banda que menos elementos metal tem mas que mesmo assim merece ser mencionada aqui devido à forma como conseguem conjugar elementos vintage da música popular com músicas que são marcantes e apaixonantes. “This Wilderness” é um álbum essencial para quem tem a mente aberta.

Na secção do heavy/doom/stoner temos três propostas que merecem todo o destaque. Windhand com “Grief’s Infernal Flower”; o regresso dos alemães Kadavar com “Berlin”; e o sensacional “To Your Death” dos Christian Mistress. Três propostas diferentes, mas que tocam todos no mesmo ponto: a forma como a música era encarada décadas atrás está bem viva nas bandas que nos trazem música de qualidade nos tempos que correm.

Publicidade

Para finalizar, teremos que falar no regresso dos The Black Dahlia Murder e o seu “Abysmal”, um grande álbum que prova que esta banda não consegue errar na hora de misturar brutalidade com melodia; e naquele que consideramos o álbum do mês, “Shadow World” dos Wolfheart. Não se pode dizer que seja uma banda extremamente conhecida, mas a verdade é que ao segundo álbum, este projecto de um homem só, Tuomas Saukkonen, que se transformou em banda, é sem dúvida um dos nomes a ter em conta quando nos referimos ao death metal melódico.