A colher os frutos de um segundo álbum bombástico, a banda brasileira Bella Utopia revela-se como uma das faces da #Música pesada brasileira, em que o rock e o metal se unem para criar uma proposta irresistível para todos os fãs de hard’n’heavy, como é possível apreciar no videoclip do tema título do seu segundo álbum disponível no final do artigo. A Blasting News foi falar com Isabela Eva, a vocalista dos Bella Utopia, para uma breve conversa sobre esta nova força do rock e metal brasileiro.

Com já alguns meses após o lançamento do vosso segundo CD, o “Dilema do Prisioneiro”, o que podem dizer da sua recepção, comparando com o primeiro trabalho?

É sempre difícil comparar, porque são momentos muito diferentes.

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Esse álbum “Dilema do Prisioneiro” foi especial desde o começo, na pré-produção. As composições e o início da concepção das ideias foram um momento muito difícil em vários sentidos, mas que foram transformados em música. Então isso já é um grande diferencial do álbum. E as óptimas resenhas, elogios do meu trabalho vocal, o CD ter sido listado em Portugal como o lançamento do ano, tudo isso faz do “Dilema” a sensação de estreia.

O álbum denota uma aproximação ao heavy metal tradicional e até thrash metal, embora a voz nos submeta para algo mais extremo. É um resumo dos vossos gostos pessoais e influências?

Quando se fala em banda, cada um acaba trazendo as suas experiências pessoais. Mas a ideia da produção sempre foi, desde o começo, trazer esse peso do metal tradicional. A minha parceria com o Luis Maldonalle fluiu bastante nas composições.

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A voz, que antes era mais suave, o Gustavo (produtor do CD) conversou bastante comigo sobre essa linha mais gutural e eu sabia que era isso que faltava nas gravações da banda. Tenho referências de várias bandas e com certeza um produtor faz toda a diferença no final do trabalho. Eu aceitei o desafio. Não foi fácil, mas aconteceu.

Porquê da opção de cantar em Português?

Eu sempre escrevi em Português. Às vezes surgem algumas ideias em Inglês na minha cabeça. Mas por incrível que pareça, eu tenho esse ritual das minhas letras em Português, desde que comecei a escrever na adolescência. Mesmo que todas as minhas referências sejam de bandas americanas. Quase nasci nos Estados Unidos. Deve ser alguma influência uterina…

Planos para o futuro e para quando uma visita a Portugal?

O foco agora são os shows. E o plano é continuar divulgando o Dilema do Prisioneiro. Estamos planejando uma visita a Portugal em breve. Acabei criando um carinho muito especial pelo seu país, porque o CD recebeu vários elogios, sendo considerado o álbum do ano também. E foi de onde veio a primeira resenha do CD. Será um prazer enorme tocar aí!