Já passou um mês do lançamento dos novos álbuns de Iron Maiden e de Slayer e o seu impacto ainda se faz sentir na comunidade metaleira, em conjunto com um mês de Setembro cheio de álbuns fortes. O mundo não pára de rodar, já passou mais um mês e já temos mais um lote de álbuns de qualidade superior que merecem ser destacados. Entre regressos de nomes sonantes e algumas estreias, temos mais dez lançamentos de topo, nos quais vamos mergulhar de seguida.

Comecemos por um regresso nacional. Os Mordaça editam o segundo álbum de originais após uma longa espera e demonstra o porquê do hardcore da cena de Linda-A-Velha ser tão especial.

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“Sempre a Lutar” é um manifesto de hardcore nacional fortíssimo e recomendado. Ainda nos regressos, mas passando para o estrangeiro, temos os Children Of Bodom com “I Worship Chaos”. Não é o tão ansiado regresso às origens como alguns fãs desejariam, mas é sem dúvida um bom trabalho dos rapazes finlandeses, em que temas mais directos convivem lado a lado com outros mais melódicos como “Morrigan", que podemos ouvir abaixo.

Igualmente aguardado era o regresso dos Graveyard que não desapontou os seus fãs com “Innocence & Decadence”, mais uma obra de hard rock à boa e velha maneira da década de setenta. Rock de pura classe. Num espectro totalmente diferente, um novo projecto e uma nova força do doom nacional que remonta ao melhor que o género nos ofereceu nos anos 90. Urania será um nome a ter em conta e “Hieros Gamos” soa a clássico.

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Intensidade foi o que mais se teve em Outubro e de outra forma não poderia ser, a partir do momento em que os Fuck The Facts lançam um álbum. “Desire Will Rot” apresenta todas as características próprias do grindcore, mas vai ainda mais além, entrando por territórios mais experimentais como do doom, drone e ambient. Por falar em doom, não há dúvida que o estilo está em grande hoje em dia e surgem propostas de todas as maneiras e feitios. “Thousand Sons Of Sleep” dos Godsleep vai buscar as influências primordiais do género e apresenta-as de forma irresistível.

No black metal foi a vez de uma das grandes sensações do black metal norueguês voltar para nos assombrar. “Sólverv” é o regresso dos Vreid com um álbum que não se limita ao black metal unidimensional como o conhecemos, introduzindo uma série de dinâmicas que fortalecem o som sem descaracterizar a sua identidade. Igualmente da Escandinávia regressam os Shining com “International Blackjazz Society”, um álbum surpreendentemente acessível que mistura uma toada mais rock no seu blackjazz caótico, resultando em algo viciante que não se consegue parar de ouvir.

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Os Hanoi Rocks foram um dos grandes nomes europeus de hard rock que influenciaram bandas como Guns’N’Roses. Michael Monroe também se tornou um dos grandes exemplos de frontman, mas não é por isso que este seu regresso a solo é dotado de importância. “Blackout States” é um excelente exemplo de como o punk e o hard rock conseguem conviver de forma saudável. Além disso, também é um trabalho que não acusa o cansaço de audições repetidas.

Terminamos com o álbum do mês, o regresso dos W.A.S.P., um dos grandes nomes do hard rock norte-americano, que tem em “Golgotha” um conjunto de fortes canções onde se destaca a balada “Miss You”, escrita originalmente para o álbum “The Crimson Idol” de 1992 e “Scream”, cujo lyric vídeo podemos ver abaixo.

 

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